Quarta-feira, 24 de Junho de 2026
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Bragança, Boticas e Carrazeda entre os melhores na eficiência financeira

Os três concelhos estão entre os mais bem classificados nas listas referentes aos municípios de média e pequena dimensão

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, apresentado na terça-feira, coloca Bragança e Boticas nos rankings globais da eficiência financeira e destaca ainda Alijó como um dos concelhos que aplicam uma menor percentagem do seu orçamento em despesas de pessoal.

Publicado com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e a colaboração do Tribunal de Contas, o anuário apresenta uma análise económica e financeira das contas dos municípios relativas ao exercício económico de 2014.

Os dados revelam, assim, que Bragança está no 17º lugar do ranking global dos 25 melhores municípios de média dimensão quando se fala da eficiência financeira, tendo escalado, desde de 2013, 22 posições.

Boticas aparece na lista da eficiência financeira onde entram os 35 melhores municípios de pequena dimensão, ficando-se pela 26ª posição, o que, relativamente ao anuário anterior, revela que perdeu quatro lugares no ranking. Três lugares mais abaixo aparece ainda outro município transmontano, Carrazeda de Ansiães, que desceu do 17º para o 29º lugar.

Os indicadores utilizados para determinar o ranking global de exercício são: “grau de afetação da receita efetiva à diminuição da dívida total, prazo médio de pagamentos, grau de execução da receita cobrada, taxa de cobertura financeira da despesa realizada no exercício e resultado operacional deduzido de amortizações e provisões sobre os proveitos operacionais”.

Outros concelhos transmontanos aparecem nos rankings, como é o caso de Alijó, que está entre as autarquias que apresentaram no ano passado uma menor percentagem do seu orçamento em gastos com o pessoal. Alijó ocupa mesmo a segunda posição, com 13,2 por cento, sendo ultrapassada apenas por Vila Real de Santo António, que aplica apenas 9,8 por cento do seu orçamento neste tipo de despesas.

O anuário revela ainda que Chaves está entre os municípios que mais aumentaram os gastos com aquisição de bens e serviços, sendo que, nesse capítulo, os maiores aumentos registados no ano passado, face a 2013, foram em Aveiro (+59,3%) e no concelho flaviense (+41%).

De uma forma global, o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses “alerta que 12 municípios precisam de um empréstimo para sanear as contas e outros 16, em situação mais grave, devem ser alvo de recuperação financeira municipal”, revelou a TSF, que, em parceria com a Ordem dos Contabilistas Certificados, organizou a conferência “A política, os políticos e a gestão dos dinheiros públicos”, onde foi apresentado o documento.


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