A Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros não é apenas um palco de tradições, mas também o barómetro económico de um setor em profunda transformação. David Trovisco, expositor no certame e proprietário da Trovisport, confirma que o evento é o momento alto do ano, trazendo caçadores de todo o país, atraídos sobretudo pelas três grandes montarias que marcam a reta final da época cinegética.
A TRANSIÇÃO PARA A CAÇA MAIOR
À semelhança do que acontece no terreno, o negócio das lojas de caça está a sofrer um desvio estratégico. David Trovisco, que é também caçador, sublinha que o declínio da caça menor é uma realidade inegável em quase todas as zonas. Esta quebra, que se arrasta de ano para ano, forçou o mercado a adaptar-se.
“A caça menor tem vindo a quebrar de ano para ano. Em contrapartida, a procura por produtos para a caça maior tem aumentado, porque os caçadores querem manter o gosto pelo desporto. E o que nos vale, é a caça maior”, realça David Trovisco.
O stock e a oferta estão agora muito mais orientadas para as montarias e caça maior. A procura de espingardas deu lugar às carabinas, miras e munições para caça grossa. O vestuário é agora pensado especificamente para a espera e para o esforço das montarias.
NOVIDADES
Para David Trovisco, a feira é a oportunidade ideal para mostrar que o setor não está estagnado. “Há novidades na caça todos os dias”, afirma, referindo-se aos constantes lançamentos de armas e óticas. Com o apoio de importadores, a Trovisport aproveitará o certame para apresentar as últimas tecnologias do mercado, oferecendo aos visitantes a possibilidade de conhecerem produtos que acabaram de sair das fábricas.
“Todos os dias vão saindo coisas novas, tanto armas como miras”, explica o expositor. “E a feira serve, também, para mostrar produtos que acabaram de sair. Desta forma, conseguimos ter aqui um leque abrangente para os caçadores”.
JOVENS CAÇADORES
Apesar do entusiasmo que a feira gera, há uma nota de preocupação quanto à renovação geracional. David Trovisco nota que, embora existam jovens a tirar a carta de caçador, em que até ajuda no processo, o número de desistências parece ser superior ao de novos ingressos.
Ainda assim, a feira continua a ser um grande motor para o setor. Para o empresário da terra, este evento é essencial não só para o negócio, mas para manter vivo o desporto numa região onde a caça “é muito mais do que um passatempo”, é um pilar da economia local.








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