Os expositores estendem-se por quase cinco quilómetros e vendem de tudo um pouco, mas o comércio local também agradece.
“Não temos mãos a medir, com clientes de todo o país e até do estrangeiro”
JULIANA FERREIRA
Junto ao Jardim do Bacalhau, a Boitique de Carnes é um talho fora do normal, onde se vende um pouco de tudo. “Temos carne, claro, mas também produtos de mercearia, como massa e arroz, temos produtos hortícolas, peixe congelado, fumeiro”, indica Juliana Ferreira, a proprietária do espaço.
Com a Feira dos Santos a passar mesmo à porta, Juliana admite que “nesses dias, não temos mãos a medir, com clientes de todo o país e até do estrangeiro”. Quanto aos clientes habituais, “nessa altura, fogem um bocadinho, por causa da confusão, mas também porque não conseguem vir cá com o carro. Mas temos sempre muita gente”.
Quem vem de fora, “vem mais à procura do fumeiro e dos enchidos”, motivo pelo qual “temos tudo em vácuo, para facilitar o armazenamento durante as viagens”.
“Avizinham-se dias de muito trabalho”, afirma, confessando que “o trabalho é tanto que nem temos tempo para ir dar uma volta pela feira”. Contudo, este ano isso poderá acontecer. “Como a feira é até domingo, e não vamos estar abertos nesse dia, pode ser que vá lá dar uma voltinha, assim como os nossos funcionários”.
“Durante a Feira dos Santos há mais movimento, mas há sempre quem se queixe”
SALOMÃO CUNHA
Também Salomão Cunha, proprietário do Bar Aurora, no Largo General Silveira, tem boas expectativas para os Santos. “Durante a Feira dos Santos há mais movimento”, afirma. Contudo, e apesar de dar ânimo ao comércio local, este empresário, que já foi presidente da ACISAT, lamenta que “por se vender de tudo, há comércios que acabam por sofrer um bocadinho”. Refere-se, por exemplo, às roulottes de comida. “Antes era só de farturas. Agora há de tudo. O facto de estarem cá durante um mês rouba clientela àqueles que estão cá o ano todo. Acho que estarem apenas 15 dias ajudava”.
Ainda assim, destaca “a vinda de muitos espanhóis” e o facto de “vir muita gente em excursões”, mas compreende que, em alguns casos, “haja quem se queixe, ou porque têm as barracas à frente das lojas, ou porque a feira tem produtos mais baratos”.






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