Entre os dias 16 e 19 de abril realiza-se a primeira edição da Feira do Livro de Chaves, que terá lugar no Quarteirão Cultural e é promovida pelo município flaviense, que pretende que a iniciativa seja “um marco na dinamização cultural do concelho e na promoção dos hábitos de leitura junto da comunidade”.
Serão quatro dias de um programa diversificado, com o objetivo de apelar a todas as idades. Entre as atividades do cartaz, destacam-se o workshop com o ilustrador Carlos Giovani, as horas do conto, mesas redondas, apresentações de livros, sessões de autógrafos, encontros com autores e momentos musicais.
No entanto, há uma celebração que sobressai entre todas as atividades da primeira edição desta feira. A 18 de abril de 1488 foi impresso, em Chaves, “Sacramental”, o primeiro livro em língua portuguesa, um marco que o município quis celebrar dentro da feira do livro.
Redigido por Clemente Sánchez de Vercial, no ano de 1423, a obra tornou-se num marco crucial na transição do manuscrito medieval para a cultura impressa moderna. A celebração desta efeméride, segundo a autarquia, reforça “o papel histórico do concelho no panorama da cultura escrita, valorizando a sua identidade patrimonial e literária”.
Entre os encontros de autores com o público, há dois nomes bem conhecidos e que costumam atrair muito interesse. Francisco José Viegas, escritor, antigo deputado da Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Bragança e secretário de Estado da Cultura entre junho de 2011 e outubro de 2012 e atual Consultor de Cultura do Presidente da República, António José Seguro, e Pedro Chagas Freitas, uma das figuras mais reconhecidas da literatura contemporânea portuguesa.
Entre apresentações de novas obras, horas do conto e mesas-redondas, a Orquestra Sinfónica da Polícia de Segurança Pública dará um concerto, às 21 horas do dia 17 de abril, no auditório do Quarteirão Cultural.



