O presidente da Câmara Humberto Cerqueira referiu que “a realidade é apenas uma. Os centros hospitalares são dispersos, o concelho é servido por uma rede de transportes deficiente e há muita gente que não tem qualquer dinheiro para pagar um táxi para se deslocar”.
Os doentes de Mondim de Basto têm de se deslocar à capital de distrito, Vila Real, para as consultas, exames e cirurgias, mas também para Chaves, Lamego, Guimarães e Porto.
“O Estado não garante transporte a muitos doentes carenciados e a autarquia por razões humanitárias, irá assegurar estes transportes de forma a garantir as melhores condições de assistência e tratamento”, acrescentou o autarca.
Humberto Cerqueira afirmou que desde março de 2014, o município garante este serviço de transporte a doentes carenciados.
Referiu ainda que os bombeiros voluntários continuam a prestar serviço de transporte a doentes não urgentes. Contudo, na maioria dos casos, a lotação das viaturas não é preenchida, dando origem a um desperdício de meios.
Com este protocolo, os Bombeiros Voluntários de Mondim ficam responsáveis pelo transporte recebendo, para isso, uma comparticipação financeira, da parte da autarquia, por cada quilómetro percorrido.
O encaminhamento dos doentes continua a ser feito nos serviços da autarquia, de acordo com o regulamento em vigor.
O presidente mencionou que com esta medida, a autarquia prevê gastar uma verba anual de 30 mil euros.
“Com este protocolo acabamos por ajudar financeiramente a corporação de bombeiros. Conseguimos gerar alguma fonte de receita para os bombeiros”.






