Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Centro de saúde de Izeda sem aquecimento há dois meses

Desde o início do mês de novembro que o Centro de Saúde de Izeda, no concelho de Bragança, não tem aquecimento.

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Numa localidade onde as temperaturas negativas se têm feito sentir acentuadamente, quem sofre com o frio são os utentes da unidade de saúde e os profissionais que ali trabalham, que chegam a levar de casa aquecedores para aguentarem o frio dos últimos meses.

Numa altura em que a previsão meteorológica para os próximos dias aponta para 9 graus de máxima e mínimas que chegarão aos -3 graus, o Bloco de Esquerda refere que “é urgente resolver este problema e garantir o adequado aquecimento” desta extensão de saúde. “Não é aceitável que as pessoas que trabalham na extensão de saúde de Izeda o façam em condições de permanente desconforto e sujeitas a intenso frio. Não é aceitável que os utentes, muitos deles idosos e crianças, tenham que aguardar consulta a tiritar de frio e serem assistidos também com desconforto térmico”.

O grupo parlamentar bloquista quer saber ainda se a falta de aquecimento estará a ocorrer noutras unidades da responsabilidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Alto Trás-os-Montes I – Nordeste, ou seja, em qualquer unidade que integre os Centros de Saúde de Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vimioso, Vinhais, Vila Nova de Foz Côa e Vila Flor.

Num conjunto de questões enviadas ao Ministério da Saúde, os bloquistas perguntam se o Governo tem conhecimento desta situação? Por que motivo está a Extensão de Saúde de Izeda sem aquecimento adequado há cerca de dois meses? Que medidas foram implementadas para resolver esta situação e quando se prevê que esteja resolvido o problema da falta de aquecimento na Extensão de Saúde de Izeda?

Ao que conseguimos apurar, o problema tem a ver com os aparelhos de ar condicionado que estão em reparação, uma situação que se arrasta há já dois meses. Para tentar minimizar a situação foram colocados aquecedores a óleo, que não resolvem o problema mas “é melhor que nada”, referiu uma funcionária da extensão de saúde.

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