Sexta-feira, 1 de Julho de 2022

Centro Hospitalar prepara possível cooperação com Verin

Foi já criado “um grupo de trabalho” que deverá “trocar impressões” sobre os moldes de uma possível cooperação, na área da Saúde, entre Chaves e Verin. A reunião entre as entidades responsáveis pelas cidades vizinhas decorreu no mesmo dia em que os profissionais de saúde do Hospital de Chaves viram esclarecidas as suas dúvidas, relativamente […]

Foi já criado “um grupo de trabalho” que deverá “trocar impressões” sobre os moldes de uma possível cooperação, na área da Saúde, entre Chaves e Verin. A reunião entre as entidades responsáveis pelas cidades vizinhas decorreu no mesmo dia em que os profissionais de saúde do Hospital de Chaves viram esclarecidas as suas dúvidas, relativamente à integração daquela unidade no Centro Hospitalar transmontano.

“Para já, realizámos uma primeira reunião de contacto, entre as respectivas autoridades de Saúde”, sublinhou António Martinho, Governador Civil de Vila Real que também marcou presença na reunião, a qual, realizada no dia 14, promete ser um primeiro passo para a cooperação dos Serviços de Saúde de Chaves e Verin.

Explicando que terá sido “apenas uma primeira abordagem”, o Governador Civil vila-realense adiantou que foi criado um grupo de trabalho, para estudar as formas em que poderá desenvolver-se essa cooperação, lembrando, ainda, que este tipo de colaboração, ao nível da Saúde, já foi encetado, com sucesso, noutras regiões vizinhas.

A reunião juntou, na mesma mesa, não só a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) e os responsáveis pelo Hospital de Verin, mas, também, autoridades políticas, como o Conselheiro de Saúde de Ourense, os autarcas dos dois municípios envolvidos e o Governador Civil de Vila Real.

Chaves e Verin estão separadas por cerca de 20 quilómetros, um espaço geográfico que será “encurtado”, assim que estiver concluída, do lado de Espanha, a auto-estrada de ligação à A24.

“Quando essa via estiver pronta, será possível ir de Chaves a Verin em dez minutos”, sublinhou António Martinho, adiantando que a obra da estrada espanhola já foi adjudicada.

A visita de trabalho dos responsáveis de saúde da ARS e Centro Hospitalar teve início com uma reunião com os profissionais de saúde de Chaves que tiveram oportunidade de expor e ver esclarecidas algumas preocupações, relativas à integração, desde o mês de Março, daquela unidade hospitalar no CHTMAD.

Garantindo que a integração já foi “feita, na totalidade”, Carlos Vaz, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar transmontano, adiantou que a reorganização agora em curso acontecerá com a colaboração de todos os profissionais que trabalham nos quatro hospitais que constituem o Centro Hospitalar (Vila Real, Peso da Régua, Chaves e Lamego).

O mesmo responsável deixou a garantia de que o hospital flaviense “não vai perder especialidades”, pelo contrário, para além de manter a urgência médico-cirúrgica (uma das reivindicações da população local que até levou a uma manifestação que reuniu milhares de pessoas), vai ganhar novas especialidades, como, por exemplo, a consulta de Psiquiatria.

No âmbito da reestruturação necessária da integração, Carlos Vaz contabilizou que o Centro Hospitalar prevê, para os próximos três anos, investimentos na ordem dos sete milhões de euros no Hospital de Chaves que incluem a ampliação do bloco operatório e substituição de todo o equipamento do serviço de Hemodiálise, entre outros.

Já no que diz respeito ao bloco de partos de Chaves, a reunião não trouxe novidades, já que Alcindo Maciel Barbosa, Presidente da ARS Norte, afirmou que “ainda não há data prevista, para o encerramento daquele serviço”.

No entanto, o responsável pela Administração Regional deixou a certeza de que a Maternidade não irá fechar as suas portas, “até que seja resolvido o problema das acessibilidades”, nomeadamente a conclusão da A24 que deverá acontecer no próximo mês de Julho. Alcino Maciel Barbosa referiu que “há outras questões a ter em conta, nomeadamente as acessibilidades à cidade de Chaves, e a implementação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida, em Montalegre, bem como um helicóptero, em Macedo de Cavaleiros” que irão permitir a melhoria dos serviços pré-hospitalares, na região.

O Hospital de Chaves serve, ainda, as populações dos Municípios de Boticas, Valpaços e Montalegre (38 por cento da população total dos 14 concelhos), num espaço geográfico que representa mais de 50 por cento do distrito de Vila Real.

 

Maria Meireles

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