Terça-feira, 16 de Agosto de 2022

Ciclo-patrulhas chegam às ruas ainda este verão

Em princípio será criada uma equipa de três a quatro agentes, vão percorrer as zonas mais frequentadas da capital de distrito onde os carros patrulha não conseguem ir. Aumentar o sentimento de segurança dos cidadãos e dissuadir criminosos e vândalos são os objetivos da medida que conta com o “patrocínio” do município e deverá estar no terreno “rapidamente”. Em relação a outros reforços para o comando distrital, o diretor nacional da PSP explica que estes acontecerão “à medida das necessidades e das disponibilidades”

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O Comando Distrital de Vila Real da Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Câmara Municipal assinaram, no dia 21, um protocolo que permitirá a implementação de equipas velocipédicas na cidade entre os meses de maio e junho.

Além de dar uma maior “visibilidade”, as ciclo-patrulhas são “uma mais-valia porque chegam aos locais pedonais onde não circulam viaturas, tomando conta das ocorrências de forma mais rápida”, explicou o comandante, em substituição, da PSP de Vila Real, intendente Fernando Vieira Lopes.

“O policiamento de proximidade, de que é exemplo o policiamento velocipédico que a polícia tem vindo a realizar ao longo dos anos em algumas zonas da sua área de competência territorial, tem-se revelado de grande importância, quer pela melhoria da capacidade operacional, quer, não mesmo importante, pelo impacto positivo na imagem institucional” daquela força segurança.

 

Áreas de patrulhamento

 

Em Vila Real o objetivo é exatamente chegar às zonas “em que o acesso auto é limitado”, em particular o Parque Florestal, a zona do Parque Corgo e alguns espaços do Centro Histórico.

“A área da segurança não é da responsabilidade da Câmara, mas sentimo-nos na obrigação de apoiar aqueles que têm responsabilidade, dentro do que nos é possível, para melhorar o sentimento de segurança dos nossos cidadãos e preservar os nossos equipamentos e meios materiais”, explicou Rui Santos, presidente da Câmara vila-realense, revelando que o município vai “suportar todos os custos” envolvidos na “aquisição das bicicletas e equipamentos”.

O autarca acredita que o novo meio de policiamento, que numa primeira fase deverá contar com “três ou quatro bicicletas”, terá um efeito dissuasor importante quando se fala na problemática do vandalismo registado no Parque Corgo. “É uma história antiga. De forma cíclica temos cidadãos que não sabem respeitar o que é o bem comum, o que é de todos nós, e vandalizam infraestruturas físicas, criando mesmo um sentimento de insegurança às pessoas”, lamentou.

O intendente Fernando Vieira Lopes sublinhou que “em boa hora chegou-se a uma parceria com a Câmara, porque a polícia não tem fundos inesgotáveis”, e deixou a certeza da eficácia deste tipo de policiamento de proximidade que na cidade de Vila Real, tal como noutras cidades de norte a sul do país, vai funcionar durante os meses de verão, ou seja, entre maio e setembro.

Uma das cidades que já tem agentes da polícia a pedalar é Chaves, com uma equipa de três elementos que há quatro anos percorrem as zonas termal e ciclo pedonal, junto ao rio Tâmega.

Relativamente a outros reforços de meios humanos e de equipamentos para o comando distrital vila-realense, o diretor nacional da PSP, o superintendente Luís Farinha, que testemunhou a assinatura do protocolo, explicou que “os reforços são feitos à medida das necessidades e das disponibilidades”. “Vai ser iniciado a muito curto prazo um curso de formação de agentes da escola prática da polícia, em Torres Novas. Finda a formação desses novos agentes haverá a possibilidade de haver algum reforço ao nível do dispositivo, e Vila Real terá o reforço que for possível nessa altura”, garantiu.

 

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