Fundada em 1995, a RAN, instituição privada, recupera pessoas diagnosticadas como aditos, ou seja, que sofrem de problemas de adição como o caso do álcool, drogas, entre outros.
Localizada num ambiente propício a um tratamento especializado para cada utente, cumprindo critérios de qualidade e profissionalismo, bem como de confidencialidade e anonimato, este centro terapêutico utiliza uma rigorosa anamnese inicial para recolha de informação (clínica, familiar, escolar, profissional e redes sociais), seguida de uma avaliação psicométrica com escalas clínicas aferidas para a população portuguesa, com o objetivo de medir os índices de Saúde Mental dos doentes.
José Loureiro, diretor terapêutico da RAN, explicou à VTM que “a RAN nasceu porque nesta zona do país havia um défice grande de ajuda a este tipo de população, não havia ninguém ou nada que tratasse das adições de uma maneira consistente. As pessoas que tivessem um problema de álcool, drogas ou outras, faziam uma desintoxicação de 3 ou 4 dias e nada mais, isso é manifestamente pouco e não resulta”.
A sua estrutura é composta por duas unidades: Comunidade Terapêutica (Gravelos) e Unidade de Reinserção Socioprofissional (Vila Real).
“Nós temos duas casas, a primária onde as pessoas chegam, fazem a desintoxicação, começam a dar os primeiros passos e depois a secundária porque existem determinados casos que nós achamos importante haver uma extensão do acompanhamento.
É diferente uma pessoa vir mas depois ter trabalho, família, uma série de situações mais ou menos resolvidas lá fora e no fundo é continuar ou outra pessoa que não tem nada, porque há pessoas que chegaram aqui e perderam tudo e vamos ter que reconstruir uma vida e isso exige mais algum tempo, por isso, temos outra casa em ambiente citadino, no centro da cidade, onde as pessoas já têm outra liberdade e gerem o seu pocket money durante a semana para ganharem hábitos responsáveis”, enfatiza o diretor terapêutico.
Nesta clínica, os defeitos de caráter são identificados, são trabalhados, são mostrados às pessoas, os utentes sabem que têm de ter cuidado com esse tipo de comportamentos e são maximizadas as virtudes de cada um para que a autoestima aumenta e se revele uma componente crucial da reabilitação do residente.
Atualmente a estrutura é composta por 21 profissionais, dividida em direção clínica, equipa terapêutica, direção administrativa e manutenção.
Quanto aos serviços disponíveis, a panóplia integra internamento, assistência médica, assistência psiquiátrica, psicológica, aconselhamento, desintoxicação física, terapias de grupo, terapias individuais, palestras, conferências de família, unidade de reinserção socioprofissional e avaliação psicológica computorizada.
No que concerne ao apoio pós-tratamento, a RAN disponibiliza também uma série de componentes como visionamento de vídeos didáticos, passeios, educação física e muitos outros para que a pessoa se sinta permanentemente acompanhada.
“A RAN trata de vidas, isso é uma responsabilidade muito grande mas é também um orgulho enorme da parte de toda a equipa saber e perceber que as pessoas ficam bem e que há sucesso”, conclui José Loureiro.
RAN, mais que tratar pessoas, tratar vidas.
Depoimento
José Loureiro
"A RAN trata de vidas, isso é uma responsabilidade muito grande mas é também um orgulho enorme da parte de toda a equipa saber e perceber que as pessoas ficam bem e que há sucesso”






