Terça-feira, 21 de Abril de 2026
Alto TâmegaComércio vê no Natal um balão de oxigénio

Comércio vê no Natal um balão de oxigénio

Em algumas lojas estes dias são os melhores do ano, mas a azáfama das prendas ainda não é muito forte e os comerciantes esperam pelos que deixam as compras para a última hora

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A época de Natal é uma das melhores para o comércio de rua em Chaves. A par do verão, é uma altura que representa um aumento significativo de vendas, que em alguns casos constitui uma almofada financeira para o resto do ano.

Aqui não há centro comercial e nas ruas vê-se sempre um corrupio de gente à procura da lembrança ideal.

Na loja de roupa, acessórios e carteiras de Daiana Collar os dias já estavam a ser bastantes movimentados na semana passada. “Estamos a ter um fluxo grande, mas a loja está sempre com movimento”, mas agora muitas das compras são embrulhadas para dar de presente. “No Natal sempre se vende bastante”. Este será o segundo ano que a loja está aberta e a expectativa é que as vendas continuem a aumentar até ao dia 24 e se comparem ao verão e aos Santos, que foram “muito bons”. Para oferta, a escolha dos clientes recai sobre diferentes produtos disponíveis. “A pessoa vem e compra para várias pessoas da família, acessórios, carteiras, cachecóis, luvas, brincos”, diz. Conta que tem clientes fiéis, mas também recebe os que vêm passar as festas a Chaves.

Da minha experiência, as pessoas costumam oferecer roupa, mas com a inflação e falta de poder de compra não temos a afluência que gostaríamos
Ana Alvadio

Ali perto, numa loja de produtos de decoração e lembranças, a montra e a maioria dos artigos expostos estão relacionados com esta época do ano. “Temos vários artigos alusivos a esta altura festiva, desde carrosséis, caixas de música, canecas e outros objetos com imagens de Natal”, explica Manuela Cunha Gomes. Nada é deixado ao acaso na decoração e os tons alusivos à quadra misturam-se com sugestões de presentes diferentes. “Há aqui muitas peças que podem ser usadas como uma lembrancinha, como um mimo”, diz.

Aqui o movimento é menor e a lojista admite que “parece que o Natal ainda não está tão próximo, porque isto está muito parado. Algumas pessoas entram, dão uma voltinha, mas não compram logo, acho que ainda vão refletir sobre o que vão comprar”. Acredita mesmo que “este ano está a ser uma tendência as pessoas deixarem as compras para os últimos dias”. Manuela mantém também alguma expectativa com a vinda de espanhóis, “principalmente depois do Natal, porque lá trocam prendas nos reis”.

É uma loja de brinquedos e, como o Natal é para as crianças, fazem-se boas vendas. Mas este ano as pessoas parecem estar a deixar tudo para a última da hora”
Sandra Teixeira

Também convicta de que na semana antes do Natal a procura deverá aumentar está Ana Alvadio, dizendo que, para já, na loja de roupa em que trabalha os clientes ainda aguardam, neste caso pelas promoções. “As pessoas já conhecem a marca e estão à espera das campanhas e das promoções”, que são habituais mesmo antes do final do ano. Ainda que muitas pessoas optem por roupa para pôr no sapatinho, reconhece que “não há um poder económico capaz, e este não é um bem essencial”, já que a qualidade dos artigos da marca portuguesa leva a que os preços sejam mais elevados do que em outros locais. “A inflação e o não aumento dos vencimentos, tudo isso faz com que não haja uma grande afluência como gostaríamos que houvesse”. Por outro lado, muitos já se anteciparam e aproveitaram os descontos da Black Friday.

Onde o movimento não para é nas lojas de brinquedos, mas nem todos os que entram saem com sacos de compras. Sandra Teixeira diz que o negócio “não está mau, mas também não está às mil maravilhas”. Mas como “o Natal é para as crianças”, acaba por ser sempre “uma época do ano mais chamativa”, e mesmo com contenções a procura por novidades é constante. As crianças querem sempre o mais recente, “o que veem na televisão e na internet”, pelo que tentam “ter sempre as novidades à disposição”, havendo uma grande variedade para todos os gostos.


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