Estamos apenas a exigir do Estado aquilo a que temos direito”, defendeu Humberto Cerqueira, presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, sobre o pedido enviado ao Ministério da Saúde, no dia 18, para a instalação de uma viatura de emergência no concelho.
Considerada uma “pretensão antiga” do município, a instalação da viatura tem agora “mais razão de ser”, uma vez que, como explicou o autarca, recentemente, “o Serviço de Atendimento Permanente do concelho vizinho de Celorico de Basto encerrou durante o período noturno”.
Na carta enviada ao Ministério, Humberto Cerqueira lembrou que em novembro do ano passado o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deixou a garantia de que, “no primeiro trimestre de 2013, o concelho de Mondim de Basto seria dotado de um Posto de Emergência Médica”.
“Até à data não temos qualquer resposta”, sublinhou o mesmo responsável político, exigindo que “este problema seja resolvido rapidamente”.
Mais, Humberto Cerqueira acusa mesmo a tutela de “discriminação”, uma vez que “não há razão nenhuma para que Mondim continue a ser um dos poucos concelhos do país que não tem uma viatura de emergência médica”.
“Apesar da situação financeira, o acesso à saúde e às condições de emergência é um direito que as pessoas têm e o concelho está numa situação muito grave e desprotegida”, defendeu o presidente da Câmara, manifestando o “desagrado pelo alheamento das entidades competentes, face ao arrastar de situações deste tipo, que configuram um estado de esquecimento e abandono a que está votado o concelho de Mondim de Basto”.
O autarca lembrou ainda ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, que o município não está de braços cruzados no que diz respeito às questões da saúde, e prova disso é que “garantiu apoio nessa área no âmbito do protocolo de contrapartidas com a EDP, relativo ao Aproveitamento Hidroelétrico do Fridão. No entanto, o impasse em que se encontra a questão, não está a facilitar a satisfação deste anseio e necessidade por esta via”.





