Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

Concelho produz cerca de seis mil pipas de vinho moscatel

A última vindima proporcionou às Adegas Cooperativas de Favaios e Alijó, respectivamente, a produção de cinco mil e oitocentas pipas de vinho moscatel. Foi uma colheita, em termos qualitativos, de óptima qualidade, sendo variável, na quantidade. Segundo o Presidente da Adega Cooperativa de Alijó, José Ribeiro, a redução de produção verificada (houve anos de mil […]

-PUB-

A última vindima proporcionou às Adegas Cooperativas de Favaios e Alijó, respectivamente, a produção de cinco mil e oitocentas pipas de vinho moscatel. Foi uma colheita, em termos qualitativos, de óptima qualidade, sendo variável, na quantidade.

Segundo o Presidente da Adega Cooperativa de Alijó, José Ribeiro, a redução de produção verificada (houve anos de mil e quinhentas pipas) teve a ver com duas razões: “A primeira está ligada à autorização concedida aos seus associados, para venderem a outros operadores. A segunda pretende evitar o aumento dos “stocks” de moscatel que, neste momento, é de cerca de sete mil pipas”.

Já o Presidente da Adega Cooperativa de Favaios, José Luís Barros, considera que “as cinco mil pipas foram a produção permitida pela regulamentação do sector que estipula uma determinada litragem, por cada hectare de vinha da casta”, embora adiantasse que, em termos de uvas “moscatel branco galego”, a colheita chegou às oito mil pipas (em Alijó, foram cerca de duas mil), sendo a diferença entre o colhido e o produzido aplicada na elaboração de vinhos de mesa e DOC Douro, um procedimento adoptado, igualmente, pela Cooperativa de Alijó. No concelho de Alijó, a Adega Co-operativa de Sanfins do Douro também é produtora de moscatel, bem como alguns pequenos produtores engarrafadores. O moscatel é o único vinho licoroso, no Douro, que tem permitida a sua produção e comercialização, daí que a sua denominação, Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Demarcada, VLQPRD, e cuja área geográfica é determinada por lei, abranja algumas freguesias do concelho de Alijó, nomeadamente Favaios, Sanfins do Douro, Castedo, Cotas, S. Mamede de Ribatua, Santa Eugénia, Carlão, Amieiro e Alijó.

Actualmente, tendo em conta a legislação em vigor, toda a Região Demarcada do Douro pode produzir vinho com direito à designação “Moscatel do Douro”, embora os seus produtores tenham de obedecer a algumas condicionantes. Ou seja: o vinho tem de ter, no mínimo, 85% de moscatel galego – e, quanto à graduação final, estes têm que apresentar, no mínimo, 16,5º e, no máximo, 22º. Os moscatéis durienses são, em termos de grau alcoólico, um pouco inferiores aos de Setúbal. O estágio mínimo será de 18 meses, a partir da data de elaboração. O concelho de Alijó produz cerca de noventa e cinco por cento total da produção de moscatel do Douro. Nas suas vinhas, abunda a casta Moscatel Galego que encontra, aí, um meio perfeito, para a sua produção. Daí o aparecimento de uvas de excelente qualidade e, consequentemente, a vinificação de vinhos licorosos, doces, aromáticos, dourados. Este vinho é envelhecido em bojudas pipas, tonéis e cubas de madeira de carvalho ou de castanho.

 

Jmcardoso

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

ÚLTIMAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.