Segundo o diretor da instituição, Nuno Caçote, a transição para a esfera pública trouxe desafios significativos, sobretudo pela falta de enquadramento legal para o processo de integração. “Tem sido o principal desafio”, refere, explicando que muitas questões continuam sem resposta por parte das entidades competentes, o que “tem dificultado a resolução de problemas administrativos”.
Apesar disso, o responsável sublinha a capacidade de adaptação da escola. “Temos resolvido alguns problemas com muita ginástica e criatividade”, afirma, dando como exemplo a reorganização de horários e a utilização do edifício até mais tarde para responder à pressão crescente.
No plano da oferta educativa, o conservatório mantém cursos de música e teatro, sendo que o último já faz parte do currículo oficial até ao 12.º ano. “ As pessoas têm a ideia errada de que o conservatório é só música”, alerta o diretor, lembrando que a instituição já evoluiu para uma escola artística mais abrangente.
A ambição passa agora por reforçar essa identidade e “projetarmo-nos para uma Escola Artística do Conservatório de Vila Real”, explica, acrescentando que o objetivo é integrar, também, a dança, no futuro, caso se concretize a expansão das instalações.
A procura tem acompanhado esta evolução, com 375 alunos e a meta de atingir os 450 nos próximos anos dois ou três anos. “O número de alunos tem vindo a aumentar de forma gradual”, confirma o diretor, salientando que o espaço começa a ficar no limite da sua capacidade.
Já o corpo docente tem conseguido acompanhar o crescimento, embora com desafios típicos do ensino público. “Temos conseguido iniciar as aulas em todas as disciplinas, apesar de algumas vagas só ficarem preenchidas mais tarde”, refere o diretor, sublinhando o esforço de adaptação contínuo da equipa.





