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Criadores fogem ao controlo sanitário da Brucelose

A fuga ao controlo sanitário de ovinos e caprinos ainda é uma prática que não está erradicada, em Trás-os-Montes. Em causa, está o combate à brucelose. Há suspeitas de pastores que escondem os ovinos e caprinos afectados pela brucelose, para evitarem o seu abate. Uma das zonas onde isto acontece é no Alvão, nos concelhos […]

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A fuga ao controlo sanitário de ovinos e caprinos ainda é uma prática que não está erradicada, em Trás-os-Montes. Em causa, está o combate à brucelose. Há suspeitas de pastores que escondem os ovinos e caprinos afectados pela brucelose, para evitarem o seu abate. Uma das zonas onde isto acontece é no Alvão, nos concelhos de Vila Real, Mondim de Basto e Vila Pouca de Aguiar, como nas áreas de Mirandela e Macedo de Cavaleiros, Boticas e Montalegre. Há fortes indícios de existirem criadores que ainda escondem das equipas de prospecção veterinária cabras e ovelhas, alegadamente contaminadas pela doença. Mesmo a penalização existente que pode ir de 300 a 350 euros, por animal, não serve de coacção, para o evitar de más práticas e que põe em causa a saúde pública e a erradicação de uma doença. Esta falta de sensibilização foi confirmada por Couceiro Feio, médico veterinário, ligado ao Agrupamento de Defesa Sanitária de Vila Pouca de Aguiar.

“É uma preocupação de todas as autoridades sanitárias, em procurar que os criadores de gado cumpram as regras e, mormente, no controlo de doenças. Infelizmente, ainda existem casos em que os pastores/criadores utilizam artimanhas, para fugirem a esse controlo. Uma situação que não se compreende, quando o próprio Estado disponibiliza meios, para ajudar os produtores”.

Quando os animais são rastreados, ou seja, é-lhes retirado sangue, para analisar se estão afectados ou não, são colocados pequenos auriculares, na altura. A finalidade deste sinal é para, depois, identificar o animal, com a análise feita. Porém, alguns criadores retiram as marcas e dizem que as cabras são extraviadas, quando, afinal, são escondidas. Estas, em liberdade, ou contagiam outras ou são abatidas e introduzidas no “mercado negro” de carnes. Couceiro Feio garante, no entanto, que “a situação está a mudar” e que “cada vez há menos casos de fugas”.

Saliente-se que mal seja detectada alguma suspeita é comunicada, pelo ADS, ao Ministério da Agricultura – Serviços de Mirandela (local onde o sangue dos caprinos é analisado), para, depois, serem levantados os respectivos processos de contra-ordenação.

 

Jmcardoso

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