Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Debatido o futuro da profissão

A transferência de responsabilidades relativas à área da Saúde do Governo para as Autarquias, assim como a criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados, são questões que levam os enfermeiros a ponderar sobre outros caminhos de acção, outros desafios para o futuro que esteve em discussão, com a realização de um Fórum Nacional de Estudantes […]

A transferência de responsabilidades relativas à área da Saúde do Governo para as Autarquias, assim como a criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados, são questões que levam os enfermeiros a ponderar sobre outros caminhos de acção, outros desafios para o futuro que esteve em discussão, com a realização de um Fórum Nacional de Estudantes de Enfermagem.

 

“Enfermagem…o futuro depende de ti” foi o tema do Fórum Nacional de Estudantes de Enfermagem que, na sua sétima edição, trouxe à Escola Superior de Enfermagem de Vila Real, nos dias 18 e 19, várias dezenas de estudantes de enfermagem de vários pontos do país.

Durante o encontro, Nazaré Pereira, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real deixou um desafio aos estudantes de Enfermagem: “Não deixem de olhar para os novos horizontes da Enfermagem”, apelou o edil, depois de lembrar que, a ser aprovada, a nova Lei das Finanças Locais vai transferir, para as autarquias, um conjunto de competências, na área da saúde.

“Estas medidas abrem caminho para que os próprios Centros de Saúde sejam geridos pelas Autarquias”, adiantou Nazaré Pereira, explicando que estes são passos muito importantes, ao nível dos Cuidados Continuados, serviços que “devem ser, cada vez mais, de maior proximidade”, e nos quais os Enfermeiros têm um papel muito importante, como referiu Guadalupe Simões, representante do Sindicato dos Enfermeiros: “A área dos Cuidados Continuados é um espaço de intervenção dos Enfermeiros. Estamos a falar de pessoas, em determinada etapa das suas vidas, que precisam, essencialmente, de cuidados de Enfermagem”.

A mesma responsável sindical salientou como preocupante que “possa estar a passar pela cabeça de algumas pessoas que só serão precisos enfermeiros em determinados momentos da prestação de cuidados das pessoas”, isso porque, se não for prestado um serviço condigno “estaremos a desvalorizar os nossos idosos, os nossos sábios”.

“Somos ainda confrontados com a mensagem de que temos enfermeiros a mais”, frisou Guadalupe Simões, desmentindo, ao mesmo tempo, a afirmação, tendo como base números que revelam que “relativamente aos hospitais que fazem classificação de doentes, e não são todos, a nível nacional, faltam, presentemente, cerca de 21 mil Enfermeiros”. A sindicalista foi ainda mais longe e lembrou que “de acordo com aquilo que é a orientação da Organização Mundial de Saúde” que aponta como situação ideal a existência de “um enfermeiro para 300 famílias, faltarão, segundo os dados dos últimos censos, 12 mil enfermeiros” em Portugal.

José Manuel Rodrigues, Presidente do Conselho Directivo da Escola de Enfermagem vila-realense classificou a situação actual como “o fim de mais uma fase de vida da profissão”, sendo necessário aceitar os desafios e ter “um novo olhar, sobre a enfermagem”.

 

maria meireles

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