Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Derrota compromete futuro

A derrota do Vila Real, frente ao Alijoense, compromete o futuro da equipa, nesta 3.ª Divisão Nacional. Já o Alijoense consegue distanciar-se da equipa “alvi-negra” e respira maior tranquilidade, na tabela classificativa. Mas ainda falta muito campeonato e ambas as equipas necessitam de conquistar pontos, para conseguirem os seus objectivos. A tarde primaveril convidou muito […]

A derrota do Vila Real, frente ao Alijoense, compromete o futuro da equipa, nesta 3.ª Divisão Nacional. Já o Alijoense consegue distanciar-se da equipa “alvi-negra” e respira maior tranquilidade, na tabela classificativa. Mas ainda falta muito campeonato e ambas as equipas necessitam de conquistar pontos, para conseguirem os seus objectivos. A tarde primaveril convidou muito público a assistir ao “derby” transmontano que se disputou no pelado de Favaios. A vitória acabou por sorrir à equipa de Alijó que se adaptou melhor ao terreno de jogo e foi mais objectiva, na procura da baliza contrária.

A jogar em casa, o Alijoense entrou em jogo mais esclarecido, a tentar colocar a bola directamente nos homens mais avançados da equipa. A frágil defesa forasteira teve algumas dificuldades em travar os avançados de Alijó. Os “alvi-negros” não conseguiram delinear uma estratégia, num terreno de jogo em que não estão habituados a jogar e os passes errados foram uma constante. Numa bola perdida a meio-campo, os médios da casa construíram uma boa triangulação. André Novais rematou, cruzado. O ressalto ficou em Fraguito que aproveitou para rematar, com força, mas Igor ofereceu o corpo à bola e esta saiu pela linha de fundo. A resposta vila-realense chegou, dez minutos depois, num pontapé livre, cobrado por Filipe Lemos. A bola ia a entrar no lado direito da baliza de Gato, mas este, atento, conseguiu aliviar, pela linha de fundo. Na sequência do pontapé de canto, de novo, Lemos a tentar colocar directamente a bola na baliza, mas Gato, com uma palmada, tirou a bola que, sobre a linha, Quinino aliviou, pontapeando para longe da sua área.

À meia hora de jogo, o Alijoense construiu mais uma boa jogada de entendimento. Eduardo cruzou para a área, mas Ernesto foi mais rápido e limpou a jogada, perante a proximidade do avançado alijoense. Cinco minutos volvidos, Braima, muito intranquilo no jogo, perdeu a bola em zona proibitiva, mas valeu a atenção de Ernesto, a fazer o corte providencial, quando Bruno se preparava para rematar. Era a melhor fase da equipa da casa que colocava em constante alerta a defesa vila-realense que tem denotado intranquilidade e pouca segurança. Tal como no lance que precedeu o único golo da partida. Numa jogada completamente inofensiva, Kalá tinha a bola controlada e, para evitar o pontapé de canto, colooua para a área, em Filipe. Este, deixou-se antecipar por Jonny, caindo os dois, na área. O árbitro, perto do lance, marcou grande penalidade. Na conversão do castigo máximo, Fraguito atirou para o fundo das redes.

Segundos depois, o árbitro apitou para o descanso.

À procura desesperada de pontos, para fugir dos últimos lugares da tabela, o Vila Real tentou inverter o resultado, mas nem sempre conseguiu a objectividade necessária, junto da baliza contrária, sempre inconformados com a desvantagem. Lemos foi o mais esclarecido, mas Gato esteve incólume, entre os postes. Logo a abrir o segundo tempo, Lemos teve um grande remate, mas Gato voou, para a quina do poste, evitando o empate. Com a entrada de Maniche, o Vila Real perdeu nas laterais, mas ganhou mais agressividade, junto da área. Aos 61 minutos, Kalá foi à linha, colocou ao primeiro poste, onde Maniche apareceu e rematou, mas Gato conseguiu desviar.

O Alijoense aproveitava para explorar o avanço no terreno dos forasteiros. Num lance de puro contra-ataque, Bruno Soares ultrapassou vários adversários, rematando para excelente intervenção de Vieira.

A cinco minutos do final da partida, houve uma grande penalidade que ficou por assinalar. Caniggia levantou sobre um adversário e este cortou a bola com a mão, dentro da área. O árbitro, perto do lance, esteve mal e deixou prosseguir o jogo. Um lance que prejudicou, claramente, a equipa vinda da capital de distrito.

Já sobre o minuto 90, Caniggia falhou o golo que daria o empate à sua equipa. Ganhou uma bola à entrada da área, isolou-se e tentou o “chapéu”, mas o esférico saiu, a centímetros da barra.

Num jogo equilibrado, com ambas as equipas a precisarem de pontos, foi mais eficaz a equipa de Alijó, a qual conseguiu vencer um adversário directo na luta pela permanência.

Quanto à equipa de arbitragem, vinda do Porto, não esteve bem. Cometeu alguns erros, um deles acabando por prejudicar a equipa vila-realense, ao não assinalar uma grande penalidade.

 

Márcia Fernandes

 

MAKI, treinador do VILA REAL

“O árbitro prejudicou-nos”

Obviamente triste e inconformado com a derrota da sua equipa, Maki disse que o árbitro acabou por ser o carrasco da sua equipa, com o mau trabalho que fez.

“Num jogo bastante equilibrado, não merecíamos perder. Na primeira parte, não houve muitas oportunidades de golo. Já perto do intervalo, o árbitro assinalou uma grande penalidade, muito duvidosa. Na segunda parte, entrámos melhor, criámos várias oportunidades que não conseguimos concretizar. Ora, quando se falham as oportunidades, é difícil vencer jogos. Mais uma vez, isso aconteceu, aqui, frente ao Alijoense. Temos que levantar a cabeça, mas a derrota é injusta. No entanto, o futebol é mesmo assim e quem marca é quem ganha. O árbitro também fez um mau trabalho. Prejudicou o Vila Real, ao não assinalar uma grande penalidade claríssima, na área do Alijó. Esse lance acabou por ter influência no resultado final. Vamos continuar a trabalhar, para tentar vencer os próximos jogos”.

 

CARLOS MANUEL, treinador do ALIJOENSE

“Merecemos vencer”

Mais satisfeito estava Carlos Manuel que considerou justa a vitória da sua equipa.

“Sabíamos que era um jogo extremamente difícil, dado que ambas as equipas necessitam de pontos. Os meus jogadores estavam preparados para todas as dificuldades. Entraram confiantes e determinados e a vitória acaba por ser justa. É com alguma mágoa que vejo o Vila Real nesta situação, uma vez que gostaria que alcançasse os seus objectivos. Com este resultado, a situação está mais difícil, para eles, mas ainda falta muito campeonato e espero que tanto o Vila Real como a nossa equipa consigam ficar na 3.ª Divisão. Também, não é com este resultado que as coisas já acabaram”.

Questionado sobre o terreno de jogo, Carlos Manuel assume que o Alijoense está mais habituado a jogar neste campo.

“O Vila Real está mais à vontade quando joga num relvado, mas, acima de tudo, houve muita concentração e entrega ao jogo, por parte dos meus jogadores que estão de parabéns. Por tudo aquilo que se passou, durante os noventa minutos, tivemos mais oportunidades e merecemos vencer”.

O técnico do Alijoense refere que, até ao final do campeonato, a sua equipa vai encarar todos os jogos como se fossem uma final.

“Mesmo com esta vitória, as coisas não estão fáceis. Mas vamos continuar a trabalhar, para conseguirmos alcançar o nosso objectivo”.

 

FICHA TÉCNICA

 

Jogo disputado no Campo de S. Domingos, em Favaios.

Árbitro: Sérgio Soares.

Auxiliares: Nuno Soares e Fernando Pinto.

ALIJOENSE – Gato; André Novais, Gil, Quinino e Bruno; Leirós, Luís Carlos (Mário, aos 63’), Eduardo (Fredy, aos 74’) e Fraguito; André Silva e Jonny (Albino, aos 80’).

Suplentes não utilizados: Nené, Jorginho, Nuno Pinto e Guilherme.

Treinador: Carlos Manuel

VILA REAL – Vieira; Braima (Maniche, aos 56’), Igor, Vitó (Zeferino, aos 87’) e Filipe; Lemos, Ruben, Ernesto e Ricardo; Kalá (Caniggia, aos 71’) e Olivier.

Suplentes não utilizados: Jorge, Sandro e João Miguel.

Treinador: Maki.

Cartões amarelos: Jonny (21’), Filipe (45’), Lemos (48’), Ernesto (80’), Albino (81’) e Bruno (92’).

Cartão vermelho: Sandro (86’).

Ao intervalo: 1 – 0. Marcador: Fraguito (44’, de g.p.).

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