Domingo, 22 de Maio de 2022

Desenvolvimento Regional fica em Bragança e integra Valorização do Interior

A secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional fica em Bragança e passa a integrar a Valorização do Interior, que “não desapareceu”, apesar de deixar de constar da orgânica do Governo, disse hoje à Lusa a titular da pasta

Isabel Ferreira é a nova secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, depois de no anterior Governo ter tutelado a secretaria de Estado para a Valorização do Interior, com sede em Bragança, de onde é natural a governante.

Segundo adiantou à Lusa, “tudo será não só mantido, como ainda mais reforçado”, com a integração da valorização do Interior no Desenvolvimento Regional” e “mais instrumentos e mais robustez”, na secretaria de Estado que vai trabalhar com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e os fundos comunitário.

“Queria deixar bem claro que não desapareceu, que a valorização do Interior continua a ser fortíssima e uma prioridade absoluta deste Governo, que ficará bem evidente no programa de Governo que será oportunamente discutido e vai ficar bem evidente que continua a ser uma prioridade absoluta”, afirmou.

Isabel Ferreira explicou que a temática do Interior “está integrada agora na pasta do Desenvolvimento Regional que é também onde ela faz sentido”.

“Porque da nossa experiência do Governo anterior, em toda a minha ação governativa de implementação do programa de Valorização do Interior e de colocar no terreno todas as medidas de criação de emprego, de incentivo à mobilidade, ao investimento empresarial, etc, eu contei muito com o Desenvolvimento Regional e, sobretudo, as CCDR”, justificou.

Desta experiência, a secretária de Estado conclui que “faz todo o sentido, é mais eficiente” e é onde consegue “encontrar também mais recursos que possibilitem consolidar ainda mais as políticas de valorização do interior”.

A governante defende que a concentração numa pasta será “uma oportunidade de garantir um desenvolvimento regional de todo o país, corrigindo as assimetrias, sobretudo em territórios mais vulneráveis como são os do Interior” e com mais instrumentos.

“Porque estando na pasta do Desenvolvimento Regional, teremos connosco as comissões de coordenação e desenvolvimento regionais e também os programas operacionais regionais que materializam fundos europeus muito importantes para a concretização das nossas políticas públicas”, alegou.

No balanço das medidas para o Interior do Governo que cessou funções, Isabel Ferreira entende o impacto “é extraordinariamente positivo” com “políticas de proximidade, diferenciadas para os territórios” e garante que “nada disso muda”.

“Muito pelo contrário, queremos consolidar, aprofundar essas matérias”, afirmou, salientando que a nova orgânica “é uma questão de designação, mas é o que faz sentido”.

“No final do dia trata-se de termos o desenvolvimento regional de forma equilibrada e em que as regiões menos desenvolvidas possam convergir para os valores que todos pretendemos”, declarou.

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