A garantia foi deixada durante as comemorações do Dia da Grávida, uma tarde de informação e preparação para a maternidade.
Elisabete Espinheira, enfermeira gestora do Internamento de Ginecologia e Obstetrícia e membro da comissão organizadora, considera que, em termos humanos, o serviço dispõe de recursos suficientes para assegurar cuidados de qualidade. “Temos recursos suficientes para prestar cuidados de confiança e de qualidade”, afirmou.
Quanto às condições físicas, explicou que o bloco de partos está “quase pronto” e que o internamento está também a ser intervencionado. Um dos objetivos é permitir que os pais possam permanecer 24 horas junto dos bebés.
Além disso, a enfermeira destacou a importância de aproximar o hospital da comunidade. “Se nós não conhecermos o feedback da nossa população, também não podemos adequar os nossos cuidados”, explicou, defendendo que, além das orientações, é necessário ter em conta “a individualidade, a culturalidade” e os valores de cada família.
A iniciativa, que já vai na quarta edição desde 2023, procura responder às dúvidas das grávidas e dos pais. Os temas mais procurados estão relacionados com os cuidados ao recém-nascido, o banho, a preparação da mala de maternidade e os primeiros socorros. Em Vila Real foram realizados sete workshops, com sessões sobre musicoterapia, yoga, fisioterapia pélvica e sono do recém-nascido, e visita guiada ao bloco de partos e ao internamento.
Osvaldo Moutinho, diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, sublinha que o Dia da Grávida pretende mostrar a capacidade de resposta do hospital e esclarecer as famílias. “A mulher tem que se sentir bem, tem que se sentir confortável, tem que se sentir segura e tem que sentir que há uma equipa multidisciplinar a cuidar dela”, afirmou.
O médico alertou para o adiamento da primeira gravidez. Segundo explicou, são cada vez mais frequentes os casais que tentam ter o primeiro filho aos 35, 40 ou 45 anos, situação que pode reduzir a fertilidade e aumentar alguns riscos. Apesar dos desafios, defende que Portugal mantém bons indicadores na área materna e neonatal face a vários países europeus.
Na ULSTMAD, a capacidade de resposta passa também pela existência de equipas médicas estáveis. “Temos tido a felicidade de termos número de médicos suficiente”, afirmou Osvaldo Moutinho, salientando que o serviço consegue organizar atempadamente as escalas de urgência e responder aos pedidos de ecografias, apesar da falta de profissionais certificados nesta área a nível nacional.
A ULSTMAD regista, em média, cerca de 1.200 nascimentos por ano.

