Sexta-feira, 25 de Junho de 2021

Distrital do PSD diz que partido sai mais unido e que Rio mostrou “nobreza” de caráter

Jorge Fidalgo acredita que opositores vão ficar “sossegados” e que os sociais democratas podem agora concentrar-se numa oposição mais firme ao Governo.

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Jorge Fidalgo, presidente da distrital do PSD/Bragança, que integra o Conselho Nacional social democrata, afirmou que a aprovação da moção de confiança, apresentada por Rui Rio ao Conselho Nacional do PSD, foi “clarificadora”, acrescentando que o partido “sai mais unido” e que é tempo de se concentrar “numa oposição mais firme ao Partido Socialista”.

Quanto aos opositores do partido, cujos votos representaram cerca de 60 por cento, o dirigente acredita que estes “vão ficar agora mais “sossegados”, uma vez que foi feita esta clarificação no órgão máximo do partido”.

No que diz respeito à constituição das listas para os próximos atos eleitorais, Jorge Fidalgo considera que é prematuro abordar esse tema. No entanto, pensa que nomes de opositores possam ingressar nas referidas listas, uma vez que, como afirmou, “tudo é possível”, mas “cada coisa a seu tempo”.

O Conselho Nacional do PSD aprovou a moção de confiança à comissão política presidida por Rui Rio com 75 votos a favor, 50 contra e um nulo, números que para o presidente da distrital de Bragança são significativos. “Rui Rio vai cumprir o seu programa, fará a sua avaliação e acredito que poderá haver alguns acertos, mas, no fundamental, irá continuar a sua estratégia, a que defendeu aquando do ato eleitoral para dirigente do PSD”, referiu.

Rui Rio tem sido acusado por membros do partido de ser pouco interventivo na oposição ao Governo de António Costa, o que para Jorge Fidalgo não se justifica, uma vez que, como sublinhou, “o presidente está a cumprir as fases da sua estratégia. Se calhar, com o ruído que tem existido, tornavam-se menos visíveis, mas estamos muito confiantes que, a partir de agora e com toda esta clarificação, todo esse trabalho vai ser muito mais visível”.

Por fim, o presidente da distrital do PSD elogiou a opção de voto secreto. “Penso que foi mais clarificador e houve mais à vontade. Mostrou nobreza de Rui Rio ao aceitar esse voto, embora não fosse a norma dos Conselhos Nacionais”, concluiu.

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