Nesta aldeia raiana do distrito de Vila Real ninguém esconde o passado da localidade ligado ao contrabando, não só de produtos e animais, mas também de pessoas que queriam atravessar a fronteira e emigrar para outros países.
Hugo Santos disse à agência Lusa que quis estudar as memórias clandestinas de Tourém, um trabalho que foi desenvolvido no âmbito do trabalho de mestrado em Comunicação e Multimédia.
Na aldeia falou com muitos dos seus 150 habitantes, recolheu testemunhos, percorreu com os antigos contrabandistas os caminhos usados até à fronteira e conheceu os lugares ligados a esta atividade.
Foi registando as memórias em fotografias e acabou por selecionar 15, que fazem parte do trabalho, onde revela o testemunho de quatro contrabandistas, com idades compreendidas entre os 70 e os 90 anos.
Esta rota de contrabando de Hugo Santos apresenta-se, segundo explicou, “como repositório da memória de uma clandestinidade corajosa com imensos registos, não apenas os ligados ao contrabando, mas também as histórias de pessoas e lugares que auxiliavam a emigração ‘a salto’ e que acolhiam galegos fugidos à ditadura franquista”.
Mais desenvolvimentos na próxima edição (5 de janeiro) de A Voz de Trás os Montes.





