Duarte Costa duplamente vencedor

Temperatura elevada, ar quente, humidade relativa baixa… o que pareciam os critérios necessários para colocar qualquer distrito em alerta de incêndio “apenas” correspondiam às condições em que foi disputado o I Realvitur Open, em ténis, organizado pela duluténis, no final do mês de Julho, nas infra--estruturas da Estalagem Quinta do Paço.

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Sem dar tréguas, o astro-rei pôs à prova a força de vontade dos jogadores que, apesar de dominados pela exaustão e condições desumanas em que estiveram a competir, conseguiram proporcionar um bom espectáculo. O principal destaque vai para a meia-final disputada entre Hugo Sousa e Alexandre Resende, uma maratona que o público não sabia se deveria aplaudir o espectáculo desportivo ou a estoicidade de ambos os atletas.

Como em qualquer competição, o resultado é que interessa e Hugo Sousa, atleta da casa, segundo cabeça-de-série e nº 161 da Classificação Nacional de Jogadores da Federação Portuguesa de Ténis, ao cabo de quase 3 horas, levou de vencida Alexandre Resende, velho conhecido das lides tenísticas vila–realenses por 6/2 4/6 e 7/5. Resende, que esteve a vencer por 4/0 na partida decisiva, quebrou o ritmo e Sousa aproveitou para ganhar confiança e galgar terreno até à final.

Do outro lado do quadro, o primeiro cabeça-de-série, Duarte Costa, colocado mais de 100 lugares à frente do seu adversário no encontro decisivo, não teve dificuldades para chegar à final, vencendo facilmente, na meia-final, João Negreiros, do TC Famalicão.

Na final, Hugo Sousa ainda resistiu no 1º set, conquistando 4 jogos antes de perder por 6/4. Na segunda partida, as mazelas da meia-final foram evidentes e o calor típico do “inferno transmontano” não deu quaisquer veleidades, conduzindo Duarte Costa à vitória final por 6/0.

Na variante de pares, os quatro semi-finalistas de singulares emparelharam e encontraram-se na final. A dupla duluténis, Costa e Sousa confirmaram o estatuto de primeiros designados desta modalidade e venceram a mescla Sport Clube Nun’Álvares e TC Famalicão por 7/5 e 6/1.

Com a organização a cargo da duluténis, em que as condições proporcionadas aos atletas fugiram à regra (com um aumento qualitativo, entenda-se), o director do torneio, Carlos Peixoto, congratulou-se com mais uma iniciativa de sucesso e reiterou a vontade de prosseguir com novas edições do Realvitur Open.

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