Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
InícioBragança“É preciso ajudar os reclusos para serem ativos na sociedade quando saem da prisão”

“É preciso ajudar os reclusos para serem ativos na sociedade quando saem da prisão”

Nuno Pires é diretor do Estabelecimento Prisional (EP) de Bragança desde 2022, mas conhece bem os cantos à casa, porque já lá trabalhava antes disso. São já 40 os anos dedicados à instituição, onde começou a trabalhar como professor.

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No “Contrasenso”, o responsável admitiu que a vida em contexto prisional “é difícil para quem está lá preso, mas também para quem tem que responder às suas necessidades e anseios”, defendendo a necessidade de se apostar “na reintegração, ressocialização e reeducação, de forma a que, quando saírem, sejam melhores pessoas do que entraram”.

Para isso, destaca, por exemplo, o facto de haver reclusos no EP de Bragança que trabalham no exterior. “Saem de manhã e voltam ao fim do dia. São reclusos que atingem determinado tempo de pena e apresentam bom comportamento e que acabam por beneficiar do chamado regime aberto”, indica, confessando que “muitas empresas, quando eles saem em liberdade, continuam a trabalhar com eles, porque mostraram ser cidadãos competentes”.

O maior desafio da reintegração destas pessoas, frisa, está na sociedade. “Há muita gente que olha de lado e ser recluso é algo que marca”.
“Aquilo que tentamos fazer é ajudar a pessoa a crescer no meio prisional para que, quando sair, tenha outra visão da vida e seja um cidadão mais interventivo e ativo na sociedade”, afirma Nuno Pires, confessando, contudo, que “a estrutura penitenciária não faz milagres”.

Nesse sentido, admite que “seria necessária uma mudança a nível nacional, por exemplo, na forma como é feita a divisão dos reclusos”. Com isto, Nuno Pires refere-se ao facto de haver, sobretudo em estabelecimentos prisionais como o de Bragança, “convivência entre reclusos com crises muito diferentes”. No seu entender, “não faz sentido termos pessoas em regime de prisão preventiva a conviver com reclusos que estão já a cumprir uma pena”.

Nuno Pires aproveitou o momento para realçar o facto de o EP de Bragança precisar de obras, nomeadamente “um telhado novo”, mas também de “uma portaria e novos veículos celulares”. “É preciso entender que a estrutura principal do EP remonta a 1951 e, neste momento, o telhado precisa de melhoramentos urgentes. O problema já está identificado há muitos anos, mas continuamos à espera”, vinca.

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