Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
NacionalVila Real lidera pessoas detidas por incêndio florestal

Vila Real lidera pessoas detidas por incêndio florestal

Até 17 de abril, a GNR deteve 59 pessoas pelo crime de incêndio, 14 dos quais no distrito de Vila Real, que lidera as detenções, a par do distrito de Braga. No distrito de Bragança, registou-se apenas uma detenção por este tipo de crime.

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou dados preocupantes sobre a incidência de incêndios rurais em Portugal. Até ao dia 17 de abril de 2026, a GNR já efetuou a detenção de 59 cidadãos pelo crime de incêndio. A análise das causas indica que a esmagadora maioria das detenções está relacionada com comportamentos desadequados no uso do fogo, sendo que 57 dos 59 cidadãos detidos foram por negligência em queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram.

Os detidos estão distribuídos por vários distritos, com Braga a registar o maior número, totalizando 14 detenções. Seguem-se Leiria com 10, Vila Real com 14 e Viseu com 7. Os dados mostram que, em Aveiro, foram detidos 3 cidadãos, enquanto em Bragança com 1 e Guarda com 6 detidos. No distrito de Beja, não houve detenções até à data referida.

A faixa etária dos detidos também foi analisada, revelando que a maioria se encontra na faixa dos 41 a 50 anos, com 18 detenções. Seguem-se os grupos etários de 51 a 64 anos com 16 detenções e de 65 a 74 anos com 8 detenções. A faixa etária de 25 a 30 anos teve apenas 1 detido, enquanto a de 31 a 40 anos registou 2 detenções. Os cidadãos com idades entre 75 e 84 anos totalizaram 13 detenções, e um cidadão com idade entre 85 e 100 anos também foi detido.

No âmbito da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR sinalizou 7 664 terrenos para limpeza obrigatória. O distrito de Leiria destaca-se com 1 794 sinalizações, seguido de Braga com 486 e Santarém com 594. Em comparação com o ano anterior, em 2025, foram sinalizados 10 417 terrenos, evidenciando uma diminuição no número de sinalizações em 2026.

Relativamente à área ardida, até 15 de abril de 2026, foram reportados 7 675,30 hectares. Estes dados são provisórios e refletem uma diminuição significativa em comparação com os anos anteriores, onde em 2022 arderam 9 360 hectares e em 2023, 7 415 hectares.

A GNR recorda que a floresta é um recurso estratégico que ocupa mais de um terço do território nacional. Para travar a destruição do património natural, a Guarda reforça a importância de não realizar queimas ou queimadas sem o prévio registo nas plataformas oficiais ou autorização das autoridades locais. Além disso, recomenda evitar o uso do fogo em dias de vento forte ou temperaturas elevadas e nunca abandonar uma queima de sobrantes sem garantir que a mesma está totalmente extinta.


A GNR disponibiliza a linha SOS, através do número 808 200 520, que funciona em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas. A segurança das populações e a preservação do futuro de Portugal dependem da consciência de cada cidadão.


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