Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022
© DR / Arquivo VTM

“Efeitos colaterais” da depressão Barra incluem chuva, vento forte e neve

A partir de amanhã, Portugal continental vai ser afetado por chuva, por vezes persistente, agitação marítima forte e vento, efeitos colaterais da passagem da depressão Barra. A ocorrência de precipitação também será de neve, em especial na quarta-feira

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Embora a depressão não tenha impactos diretos sobre o continente, a superfície frontal fria que a ela está associada irá aproximar-se a partir de terça-feira e atravessar todo o território até ao fim da manhã de quarta-feira, explica a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“A depressão Barra é uma depressão muito pouco cavada, é uma depressão alta no seu centro que está no Atlântico Norte bem a noroeste dos Açores e vai deslocar-se de leste para nordeste em direção às ilhas britânicas. Ela não influencia diretamente o estado do tempo em Portugal continental, mas há alguns efeitos colaterais”, disse.

Associada à depressão, explicou Maria João Frada, está uma superfície frontal fria que vai passar esta terça-feira, dia 7, e que tem alguma atividade, o que irá resultar em chuva persistente, especialmente nas regiões do norte e centro, principalmente no Minho e Douro Litoral, por vezes forte na passagem da frente, e será acompanhada de trovoadas e intensificação do vento, embora temporária.

A chuva vai, depois, estender-se a todos o território do continente. A ocorrência de precipitação será de neve, em especial na quarta-feira, acima de 1.100/1.200 metros podendo atingir 800/1.000 metros nas serras do extremo norte do território continental.

Os efeitos da depressão vão também fazer-se sentir no mar com o aumento da agitação marítima. O IPMA prevê, também, uma intensificação do vento no litoral, com rajadas de 60 e a 70 quilómetros por hora, e nas terras alta de 85 a 90.

“A intensificação do vento vai dar uma sensação acrescida de frio, vai aumentar o desconforto térmico”, realçou. Quanto às temperaturas, Maria João Frada adianta que vão descer, mas não tem a ver com a passagem da depressão.

“Depois da superfície frontal, vamos ter o transporte de uma massa de ar polar na quarta-feira já vinda de norte e vamos ter uma descida significativa da temperatura, em especial das máximas e nas regiões do norte e centro e Alentejo que podem atingir os 5 a 8 graus”, contou.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 6 e os 10/11 graus Celsius em alguns locais da faixa costeira, no interior norte e centro não ultrapassam os 3 a 4 graus e na Serra da Estrela serão negativas de -1 e -2. As máximas vão oscilar entre os 10 e os 15 graus, ligeiramente mais altas em alguns locais na faixa costeira (17) e bem inferiores no nordeste transmontano e Beira Alta (entre os 6 e 8) e Serra da Estrela serão inferiores a 5.

“Esta situação é temporária e no dia 9 (quinta-feira) as temperaturas máximas voltam a subir 2 a 5 graus”, reiterou a especialista.

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