Emoção e golos só na segunda parte

O Vila Real continua em todas as frentes. Desta vez, conseguiu o apuramento para as meias-finais da Taça da Associação de Futebol de Vila Real, ao vencer, tranquilamente, o Fiolhoso, no Monte da Forca. Num jogo em que se encontraram os líderes isolados dos distintos campeonatos que disputam, aguardava-se, com alguma expectativa, o que poderia […]

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O Vila Real continua em todas as frentes. Desta vez, conseguiu o apuramento para as meias-finais da Taça da Associação de Futebol de Vila Real, ao vencer, tranquilamente, o Fiolhoso, no Monte da Forca. Num jogo em que se encontraram os líderes isolados dos distintos campeonatos que disputam, aguardava-se, com alguma expectativa, o que poderia demonstrar o Fiolhoso, perante um Vila Real que ainda não perdeu qualquer jogo, no decorrer da época. E podemos afirmar que a equipa que comanda a I Divisão da AFVR entrou bem no encontro, não dando espaços aos criativos “alvi-negros”, para organizar os lances ofensivos. Com uma estrutura defensiva coesa e um guarda-redes sempre atento, o Fiolhoso conseguia o que pretendia, ao manter a bola longe da sua área. Só através de lances de bola parada é que os visitados conseguiam criar algum perigo junto da baliza de Rui. Como o provou o cabeceamento do capitão Zé Monteiro que saiu a milímetros do poste, após um livre, cobrado por Nuno Meia.

O Fiolhoso, sempre que tinha oportunidade, não descurava o contra-ataque e, por duas vezes, criou alguns problemas à defensiva vila-realense. Na primeira, houve um bom cruzamento, na esquerda, mas o avançado forasteiro chegou atrasado, para o desvio que poderia ser fatal. Depois, Pedrito ganhou uma bola a meio-campo, correu para a baliza e desferiu um potente remate que saiu a centímetros do poste.

A primeira parte foi equilibrada e o empate que se registava aceitava-se, perfeitamente. Os jogadores do Fiolhoso povoaram bem o centro nevrálgico do terreno e, com as marcações cerradas, conseguiram aniquilar o jogo ofensivo do adversário. Ao intervalo, o técnico “alvi-negro” saiu a pensar numa nova estratégia, para furar os caminhos para a baliza.

Para o segundo tempo, Luís Pimentel alterou algumas peças basilares no jogo. Fez entrar Caniggia, para o lugar de Peixoto. Fez recuar Leirós, para a lateral e Palhares assumiu o lugar de extremo, dando maior velocidade ao jogo, pelas alas. Castanha e Meia comandavam as operações ofensivas, no centro. Alterações que surtiram efeito, pois foi um Vila Real diferente, e para melhor, aquele que apareceu, para a segunda parte. Logo a abrir, Leirós rematou, forte, mas a bola saiu a rasar o poste. A resposta do Fiolhoso não tardou, com outro grande remate, de Costa, mas, também, saiu ao lado.

Até que, aos 59 minutos, Nuno Meia teve um lance de génio. Conseguiu ludibriar os defesas e, quando todos pensariam que iria fazer o passe, atirou, com grande mestria, para a baliza. A bola entrou no canto superior direito. O guarda-redes Rui ainda se fez ao lance, mas o remate levava ‘selo de golo’. Agora, a vencer, o Vila Real dominava, completamente, e as oportunidades iam surgindo, com naturalidade. Quatro minutos volvidos, apareceu o segundo golo, da autoria de Pedro Alves. O avançado recuperou a bola, correu isolado para a baliza, rematou contra o guarda-redes, mas ainda ficou com o esférico e, à segunda, conseguiu fazer o remate certeiro.

A perder por duas bolas, o Fiolhoso não baixou os braços, mas faltou-lhe a frescura física apresentada no primeiro tempo. Mesmo assim, dispôs de uma boa ocasião, para reduzir. Padilha saltou mais alto do que os centrais da casa e cabeceou, para boa intervenção de Vieira que, com uma palmada, desviou, pela linha final. Mas, o Vila Real continuava a ser a equipa mais perigosa e que tentava aumentar a contagem. Minutos antes, viu a bola embater no poste, mas, aos 89 minutos, acabou entrar. Foi uma boa jogada de entendimento entre Nuno Meia e Castanha, este último entrou na área, rodopiou sobre Rui e, com a baliza deserta, aproveitou para fazer o terceiro golo da tarde. Já em período de compensação, o Fiolhoso fez o tento de honra que também fez por merecer. Na sequência da marcação de um canto, Hugo cabeceou contra Caniggia e a bola traiu Vieira, acabando por entrar na baliza. Estava feito o resultado final.

O Vila Real ultrapassou mais um obstáculo e continua em todas as provas, com o objectivo de as vencer. O Fiolhoso que já cumpriu o seu principal objectivo da época, a subida de divisão, vira-se, agora, exclusivamente, para o campeonato, onde tentará vencer todos os jogos, até ao final.

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“O resultado peca por escasso”

 

Luís Pimentel gostou do jogo e da exibição da sua equipa, nomeadamente no segundo tempo, onde os seus jogadores estiveram, mais uma vez, a bom nível e, assim, continuam, com mérito, em prova.

“Assumimos sempre as despesas do jogo. O Fiolhoso tinha todos os jogadores atrás da linha da bola. Tivemos que aproveitar o desgaste que fomos criando, ao adversário, no decorrer o jogo, com a nossa circulação de bola. Depois, foi necessário ter alguma paciência, para alcançar o golo. Tivemos quase 90 por cento de posse de bola, jogámos, praticamente, no último terço do terreno, contra uma equipa que tentou retardar o golo, o mais possível. A partir do primeiro golo, tudo foi mais fácil e os golos foram aparecendo, com naturalidade. O resultado peca por escasso. Continuamos em todas as frentes e vamos tentar conquistá-las”.

No próximo jogo, o Vila Real desloca-se a Abambres, para um jogo em que o técnico não antevê facilidades, mas que espera vencer. “É um jogo importante, entre dois emblemas da cidade. Respeitamos o Abambres e esperamos dificuldades, mas vamos lá para tentar a vitória”.

Padilha, jogador do Fiolhoso

“O Vila Real não é uma equipa

qualquer”

Ricardo Cruz, treinador/jogador do Fiolhoso, estava afónico e não conseguiu falar à nossa reportagem. Ouvimos as declarações de Padilha que é o técnico-adjunto e, também, jogador desta equipa de Fiolhoso.

“O Vila Real não é uma equipa qualquer. Luta para subir aos nacionais e ainda não perdeu nenhum jogo, esta época. Nós pertencemos a outro campeonato e, apesar de estarmos em primeiro lugar, as realidades são muito diferentes. O Vila Real, a jogar em casa e perante o seu público, foi superior, principalmente na segunda parte. No entanto, quero realçar o excelente jogo que fizeram os jogadores do Fiolhoso que lutaram para conquistar outro resultado. Em geral, acho que estivemos bem. O resultado é que não foi o que pretendíamos. Mas vamos continuar a trabalhar, para vencer os jogos que se avizinham e, assim, conquistar a faixa de campeões”.

 

Márcia Fernandes

 

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Carlos Pereira.

Auxiliares: Vitorino Oliveira e Domingos Oliveira.

VILA REAL – Vieira; Palhares (André, 81’), Zé Monteiro, Miguel e Peixoto (Caniggia, 45’); Norberto, Leirós, Fraguito e Pedro Alves (Luís Carlos, 65’); Nuno Meia e Castanha.

Suplentes não utilizados: Carlos, Mica, Fredy e Nuno.

Treinador: Luís Pimentel.

FIOLHOSO – Rui; Hugo, Catarino, Ricardo Cruz e Luís (Chico, 81’); Tuto, Costa, Vítor (Tiago, 74’) e Padilha; Ricardo (Renato, 80’) e Pedrito.

Suplentes não utilizados: Pedro, Sérgio, Jacinto e Paulo.

Treinador/Jogador: Ricardo Cruz.

Cartões amarelos: Hugo (39’), Caniggia (64’) e Ricardo (72’).

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores: Nuno Meia (59’), Pedro Alves (63’), Castanha (89’) e Caniggia (90+2’, na p.b.).

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