Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila RealEmpresa vila-realense lança “design” inovador de cadeira

Empresa vila-realense lança “design” inovador de cadeira

Uma cadeira de baloiço que se transforma em cama com a pressão do corpo, assim se pode definir a “Relax”, uma cadeira desenhada, criada, patenteada e prestes a ser comercializada pela “Mursermaqui”, uma empresa sedeada, em Vila Real, há três anos. Ainda durante o mês de Fevereiro, começa a ser vendida a “Relax”, uma cadeira […]

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Uma cadeira de baloiço que se transforma em cama com a pressão do corpo, assim se pode definir a “Relax”, uma cadeira desenhada, criada, patenteada e prestes a ser comercializada pela “Mursermaqui”, uma empresa sedeada, em Vila Real, há três anos.

Ainda durante o mês de Fevereiro, começa a ser vendida a “Relax”, uma cadeira de baloiço, com “design” vila–realense que, sem “qualquer engate, molas ou outros apetrechos”, se adapta à pressão do corpo, até se transformar numa cama.

“A cadeira está patenteada, certificada e pronta para vender”, explicou Luís Nunes, sócio maioritário da “Mursermaqui”, a empresa, sedeada na Zona Industrial de Vila Real, que está a produzir a “Relax”.

Construídas em série, tal como obriga o processo de certificação de qualidade, as cadeiras vão começar já a ser expostas em feiras internacionais, estando previsto serem enviadas duas para Inglaterra e duas para Angola.

Produzidas em aço inox, pano e madeira natural, a “Relax” é completamente desmontável e a sua principal característica provém do facto dela se adaptar ao corpo, de acordo com a pressão exercida. “Faz de cadeira ou de cama de baloiço”, explicou, ao Nosso Jornal, Luís Nunes.

O empresário reconheceu que a “Relax” não estará acessível a qualquer bolso. No entanto, a grande aposta, no que diz respeito à sua comercialização, é o sector do Turismo.

Mas a nova cadeira não é a única aposta da “Mursermaqui”, empresa que, constituída há três anos, tem ainda em fase de desenvolvimento outros três projectos, entre os quais a criação do equipamento que será utilizado no projecto, desenvolvido pela Universidade de Trás- -os-Montes e Alto Douro, de aproveitamento dos resíduos resultantes dos lagares de azeite e da exploração da cortiça.

“Estamos a criar uma máquina que junta os dois resíduos tóxicos, na produção de um novo produto que será vendido como combustível, por exemplo, para caldeiras de aquecimento doméstico”, explicou Luís Nunes.

Ainda em fase de desenvolvimento, as perspectivas apontam para que já na próxima campanha da azeitona o equipamento esteja a funcionar, de forma a produzir as primeiras remessas do produto “cem por cento natural e orgânico” que, para além de resolver dois problemas ambientais relativos às duas explorações, ainda promete “ser muito mais barato que outros combustíveis”.

Outros projectos que estão a ser desenvolvidos “continuam no segredo dos deuses”. No entanto, não é só através da “Mursermaqui” que Luís Nunes espelha o seu espírito inovador. O empresário, de 47 anos, natural de Murça, é também o proprietário da “Metalimur”, empresa reconhecida, a nível nacional, pela “Melim – BE5000”, uma máquina inovadora de colocação de “rails” de protecção, orçada em 43 mil euros, e que está agora a entrar, em força, no mercado internacional.

Segundo o empresário, desde a criação da sua última versão, em 2003, já foram vendidas dez “Melins”, para Portugal e Espanha. No entanto, estão já a decorrer negociações com empresas na Inglaterra, bem como está prevista a apresentação da máquina em exposições realizadas em Espanha, Holanda e Itália.

Com mais de 20 anos de história e contando, actualmente, com 28 funcionários, a empresa metalúrgica vila- -realense que transforma, por ano, 600 toneladas de aço (grande parte das quais utilizadas na para a construção de segmentos de peças para centrais de betão que são vendidos à firma que as coloca em 32 países), tendo facturado, em 2007, um milhão e meio de euros, está a preparar para alargar, ainda mais, os seus horizontes.

“Devemos ter concluído, até ao final de Abril, a obra de ampliação da fábrica”, adianta o proprietário da “Metalimur”, revelando que as renovadas instalações vão duplicar a área de produção actual e vão permitir que se transforme mais cerca de 100 toneladas de aço, por mês.

 

 

Maria Meireles

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