Associações culturais, recreativas e desportivas, ranchos folclóricos, grupos de cantares e outras entidades associadas do INATEL marcaram presença numa feira que serviu para enaltecer o trabalho daqueles que têm como objectivo passar, de geração em geração, as tradições, usos e costumes da região. Apesar da alteração do estatuto do INATEL, de Instituto para Fundação, já no próximo mês de Janeiro, os seus responsáveis garantem que a “revolução potenciará, ainda mais”, o trabalho dos seus associados
Dezenas de associações culturais e desportivas dos vários concelhos do distrito de Vila Real marcaram presença na I Feira das Associações, dinamizada pela Delegação Distrital do Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL) que animou, durante os dias 3 e 4, o Pavilhão do NERVIR.
“O INATEL está à beira de uma grande revolução. Vamos entrar numa nova era que potenciará, ainda mais, o trabalho desenvolvido pelos nossos associados”, garantiu Alberto Antas de Barros, Director nacional daquela que é considerada uma das maiores entidades associativas portuguesas, contando, actualmente, com mais de 250 mil associados individuais e mais de 3 mil associados colectivos.
Só no distrito de Vila Real, o INATEL envolve 150 associações recreativas, culturais e desportivas (com mais de 2 mil associados), das quais “cerca de 60” se fizeram representar no Encontro que, como lembrou Luís Ferreira, Delegado Distrital do INATEL, teve como objectivo enaltecer o trabalho daqueles que “perpetuam a nossa cultura e a nossa identidade”.
“Queremos dignificar o trabalho dos grupos e associações que têm como objectivo eternizar as tradições, os usos e costumes da região”, sublinhou o mesmo responsável distrital, lembrando que “numa altura em que, cada vez mais, se fala de globalização, torna-se necessário sublinhar a cultura local e tradicional, como um contributo importante para a cultural global”.
Para além da mostra da sua actividade, em cerca de trinta “stands”, onde estiveram representados, praticamente, todos os 14 concelhos do distrito, as associações animaram a Feira, subindo ao palco, com os seus grupos de cantares, ranchos folclóricos, tunas, bandas filarmónicas e grupos de teatro, mostrando como é “intensa e imensa” a alma do povo vila-realense.
Fundado em 1935, como Fundação Nacional para Alegria no Trabalho (FNAT), o INATEL, hoje tutelado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, afirma-se como “um grande prestador de serviços sociais, nas áreas do turismo social e sénior, do termalismo social e sénior, da organização dos tempos livres, da cultura e do desporto populares, com profundas preocupações de humanismo e de qualidade, estando presente, em todo o Continente e Regiões Autónomas, com uma rede de 21 delegações e subdelegações”.
Com o início do próximo ano e no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), o INATEL vai ter mais um passo, na sua história, passando de Instituto Público a Fundação de direito privado e utilidade pública, o que, segundo os seus responsáveis, não afectará “a matriz altruísta dos seus objectivos e da sua missão”.
Maria Meireles





