Por isso, Ana Luís Monteiro, diretora do agrupamento, acredita que se “Boticas tivesse a oferta de ensino secundário seria a resolução de grande parte dos nossos problemas”.
Por conta de as crianças terem de sair de Boticas para continuar o ensino secundário, a docente acredita que isso terá levado a algum abandono escolar. “Temos situações muito complicadas, por exemplo crianças com deficiência, que não podiam ir para uma instituição porque ainda não tinham idade para isso, mas também não conseguem ir para Chaves. Além disso, o transporte público e para muitas crianças é impossível. E por isso, durante muitos anos tivemos abandono escolar, o que no meu entender é muito injusto”, diza diretora.
Como se trata de uma necessidade de aumentar os níveis de ensino no concelho, Ana Luís Monteiro revela que tem havido conversas “com o presidente da câmara e talvez iremos apresentar, naspróximas semanas, uma proposta para abertura do ensino secundário” em Boticas.
A diretora do agrupamento de escolas sublinha que a maioria dos alunos que terminam o 9º ano seguem para a área das ciências e tecnologia, enquanto “cerca de 30% escolhem o ensino profissional”. Ana Luísa Monteiro assegura que há bons alunos no agrupamento, devido a uma maior proximidade entre a comunidade escolar. “Temos esta facilidade, porque o interior não nos traz só problemas, também nos traz algumas facilidades, que neste caso é ter turmas bastante reduzidas em que se consegue trabalhar de uma forma muito diferente, mais próximo”.
Acrescenta a docente que “as nossas turmas estão à volta do 17 a 18 alunos, o que torna mais fácil o nosso trabalho. Também por isso, saem os resultados mais naturalmente e depois temos um processo de monitorização de resultados”.
Além disso, sublinha a responsável do agrupamento, a escola salta os seus muros e dá alegrias ao resto da população. “A escola tem que ser para a comunidade e com a comunidade. Já não está só entre os muros, estes são só para limitar o espaço físico para garantirmos a segurança que é necessária às crianças e aos jovens que estão cá dentro. A escola tem que ser aberta à comunidade”, disse.




