Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021

Ensino Superior “deveria ter cursos mais curtos e menos horas semanais”

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, defende que os cursos no ensino superior devem ter uma carga horária semanal menor e serem mais curtos, para que o cidadão possa estudar ao longo da vida.

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“Uma das questões críticas, quanto a mim com mais impacto no ensino superior, tem a ver, por um lado, com a necessidade do ensino, ou da aprendizagem, ao longo da vida, porque são formas fáceis de adquirir conhecimento”, defendeu Manuel Heitor.

A título de exemplo, o ministro apontou o norte da Europa, que “tem uma tradição muito grande de aprender ao longo da vida”, mas para isso acontecer em Portugal “e para haver mais pessoas a estudar, é preciso ter cursos mais curtos”.

O governante referiu o exemplo português dos politécnicos que, nos últimos cinco anos, têm “uma experiência muito boa de reforço das formações curtas iniciais”, o que, no seu entender, é “um dos elementos mais importantes de inovação no ensino superior”.

O ministro defendeu a “continuidade das formações curtas no ensino politécnico inicial e nas licenciaturas”, sendo que, agora, “é importante passar isto para os adultos ativos e para o ensino pós-graduado nas universidades”.

No seu entender, os cidadãos não devem “tirar apenas um curso longo, mas tirarem vários cursos, uns mais curtos do que outros, podendo ir adquirindo e adaptando as suas competências à sua própria realidade”.

Segundo Manuel Heitor, que criticou as “formações excessivamente longas”, as “cargas horárias letivas [no país] são muito superiores à média europeia”, exemplificando com as “sociedades anglo-saxónicas, quer na Inglaterra, quer nos Estados Unidos, [que] têm cerca de 14 a 15 horas de aulas por semana, por estudante”.

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