Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Escola do Rodo apresenta Novo Vinho DOC Douro Branco

A Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo apresentou o seu primeiro vinho branco, o DOC Douro Branco “Vinhas do Rodo”, produzido inteiramente por alunos, professores e funcionários.

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O lançamento marca uma nova etapa na aposta da instituição na “diversificação da sua produção e na valorização do ensino profissional ligado à viticultura duriense”.
A instituição é a única escola profissional agrícola pública da CIM Douro e a única do país produtora de vinho generoso. É também uma referência no setor agrícola, sendo uma das 14 instituições de ensino agrícola a nível nacional.
Com seis décadas de existência e uma ligação profunda aos vinhos, a escola coloca pela primeira vez no mercado um vinho DOC Douro Branco. Este é resultado do trabalho desenvolvido nas vinhas que a instituição detém, num total de cerca de 10 hectares.
Segundo a professora Fernanda Gomes, a escola produz “há vários anos vinhos do Porto”, mas em 2024 uma grande quantidade de uvas não foi vendida e assim nasceu a ideia de criar um novo vinho. O tinto da mesma linha também foi produzido, mas ainda não existe data de lançamento.
Apesar do forte incidência de míldio que afetou a produção deste ano, a escola continua a apostar na “diversificação dos vinhos DOC Douro”, com o objetivo de “motivar os jovens e mostrar a importância do ensino profissional para o futuro da agricultura”.
A diretora Susana Massa sublinha que a maioria dos alunos são oriundos da região do Douro, embora haja também estudantes de outras regiões do país, como Resende, e até de outros países, como São Tomé e Príncipe. Sublinha também que este projeto reforça a ligação entre a formação e o setor produtivo. “Os alunos aprendem fazendo, e saem preparados para integrar o mercado de trabalho e muitos acabam por ser contratados nos locais onde estagiaram.”
A instituição já formou vários profissionais ligados à área, que atualmente são reconhecidos a nível nacional e não só. Contudo, a diretora, considera que “as pessoas têm a perceção que é uma área que não existe emprego, mas é precisamente o contrário”. Evidenciou que os próprios encarregados de educação são responsáveis pelos filhos não seguirem esta área. “Os pais veem a área da viticultura, como uma área sem emprego e que paga pouco”.
A escola possui mais atividades ligadas ao setor, como as Jornadas de Viticultura e Enologia, que já vão na 4.ª edição e conta com a participação de vários enólogos e profissionais da viticultura.


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