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Escolas e casas florestais desactivadas unidas em rede de equipamentos sociais

Aproveitamento de equipamentos desactivados Escolas e casas florestais unidos em rede de equipamentos sociais e de lazer Uma dezena de escolas primárias, em Murça, deixou de receber alunos, encontrando-se agora à espera de um novo destino. Já no que diz respeito às casas florestais, quatro das cinco existentes continuam ao abandono e em avançado estado […]

Aproveitamento de equipamentos desactivados

Escolas e casas florestais unidos em rede de equipamentos sociais e de lazer

Uma dezena de escolas primárias, em Murça, deixou de receber alunos, encontrando-se agora à espera de um novo destino. Já no que diz respeito às casas florestais, quatro das cinco existentes continuam ao abandono e em avançado estado de degradação. A aposta da autarquia passa pela criação de uma rede de equipamentos sociais e, quem sabe, até espaços de desenvolvimento turístico.

A Câmara Municipal de Murça está empenhada em aproveitar as escolas primárias e as casas florestais desactivadas, existentes no concelho, para, em parceria com as Juntas de Freguesia, criar uma rede de equipamentos que sirvam as populações locais, ao nível cívico, social e de lazer.

Na Assembleia Municipal de Murça, realizada no dia 26, a bancada do Partido Social Democrata apresentou, mesmo, uma “recomendação”, aprovada por unanimidade, na qual aconselhou o executivo municipal a “entregar, de imediato, os edifícios das escolas desactivadas às Juntas de Freguesia que apresentem projectos de utilização e rentabilização desses espaços públicos e que garantam a manutenção e a conservação desse património”.

Segundo a mesma força política, “na ausência de um projecto global municipal para estes edifícios” este será o único caminho para evitar o abandono das escolas, algumas já “em acelerado processo de degradação, devido à falta de uso e de trabalhos de conservação”.

João Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Murça, explicou, ao Nosso Jornal, que, tal como existe uma financiamento, dado às juntas, para gastos de manutenção das escolas ainda em funcionamento, também lhes será disponibilizada uma verba, embora mais reduzida, para a conservação dos edifícios que já foram encerrados.

“Actualmente, temos 13 escolas desactivadas, no concelho”, contabilizou o autarca, garantindo que sempre foi ideia da autarquia promover a reutilização desses equipamentos, com o intuito de os conservar, mas, sobretudo, de servir a população, através do seu aproveitamento para actividades cívicas, recreativas ou de lazer.

João Teixeira adiantou que algumas já estão a ser utilizadas por associações como os Escuteiros, colectividades locais ou com serviços das próprias Juntas de freguesia.

“Em Sobredo, a escola é utilizada pela Junta, mais exactamente pelo Serviço de Apoio ao Munícipe, uma vez por semana, e pelos Escuteiros”, explicou o autarca, dando ainda o exemplo de Valongo de Milhais, onde a escola é utilizada por uma associação cultural e recreativa local, ou de Aboleira que serve de sede à Associação de Desenvolvimento de Jou.

Numa primeira fase, o fim a dar aos edifícios escolares passa pela realização de protocolos de cedências, assumidos com as Juntas de Freguesia. No entanto, os planos da autarquia perspectivam ainda o seu aproveitamento ao nível turístico, um projecto mais complexo que irá exigir a comparticipação de fundos comunitários.

Outro do desejo da autarquia passa pelo aproveitamento das casas florestais, “um património muito interessante que está, esse sim, completamente votado ao abandono”, referiu João Teixeira, contabilizando que das quatro casas existentes no concelho apenas uma está a ser utilizada.

“Andamos com uma luta que dura há anos, para que a Direcção Geral de Recursos Florestais e a Direcção Geral do Património do Estado passem a gestão dessas casas para as Juntas, através da Câmara Municipal”, recorda o mesmo responsável político, explicando que assim seria possível a criação, com as casas florestais e as escolas, de uma verdadeira rede de equipamentos sociais e culturais que servissem, de facto, as populações locais.

 

 

Maria Meireles

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