Segundo Francisco Carvalho, o autocarro foi adquirido através de um investimento conjunto entre o município de Vila Real, que “suportou 70% do valor”, e o próprio ex-presidente, que adiantou os restantes “30% do valor”.
Após a sua saída e com nova direção em funções, Francisco Carvalho revela que o município “pagou os restantes 40%, entregando ao clube o montante de 27 mil euros, estando ainda retidos 6.750 euros, valor esse que corresponde exatamente à parte que eu próprio havia pago aquando da aquisição”.
Acrescentou que esse valor “deveria ter-me sido devolvido pela nova direção, uma vez que o clube recebeu do município o montante que eu tinha já investido, mas tal devolução nunca foi efetuada”, esclarece, adiantando que, “por esta razão, não me é possível transferir o autocarro para o nome do SC Vila Real, apesar de reconhecer a falta que o mesmo faz ao transporte dos atletas”.
O ex-presidente diz que por “questão de justiça e transparência” estabelece o prazo até ao final deste ano para a atual direção lhe devolver o valor de 33.750 euros. “Caso tal não aconteça, serei obrigado a devolver ao município os 50% que recebi enquanto presidente e ficarei definitivamente com o autocarro. O clube, por sua vez, terá de devolver ao município os restantes 50% que recebeu após a minha saída”.
Se a atual direção cumprir estes dois pressupostos, o autocarro “será propriedade do clube, livre de qualquer ónus”.
Contactado pela VTM, Hugo Letra, atual presidente do SC Vila Real, preferiu não tecer qualquer comentário.



