Eram 17h50 quando se deu a explosão, a poucos quilómetros da cidade de Lamego.
À data, Fábio Azevedo, que morava numa encosta da serra das Meadas, em Avões, contou à VTM que estava em casa quando ouviu várias explosões. Depois de acionar os bombeiros, foi para o local, tendo sido uma das primeiras pessoas a lá chegar.
“Senti um impacto muito forte e desconfiei logo que tinha acontecido alguma coisa. Vim a correr na tentativa de salvar alguém”, contou, confessando que “nunca vi uma tragédia tão grande”.
E no dia anterior á tragédia, Fábio Azevedo tinha estado a falar com o proprietário da empresa, Egas Sequeira, uma das vítimas mortais, para preparar a Páscoa na aldeia. “Disse-lhe que ia precisar de fogo para a festa da Páscoa. Ele disse para eu tratar das licenças e falar com os bombeiros. Depois voltaríamos a falar, mas não falámos mais e agora já não vai haver festa”, lamentou.
Das oito vítimas, seis eram da mesma família e outras duas eram funcionários.
Na altura, o então presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se ao local e o Parlamento aprovou um voto de pesar, assim como a Câmara de Lamego.



