Ao longo de mais de duas décadas, José Paiva tem mantido uma ligação próxima ao Museu do Douro, através de colaborações regulares e do seu envolvimento na programação cultural da região.
Enquanto fundador e dirigente da GESTO – Cooperativa Cultural, contribuiu para a dinamização de atividades artísticas no território, promovendo o encontro com artistas do mundo lusófono e cruzando práticas das artes plásticas e da música.
A exposição reúne um conjunto de desenhos realizados especificamente para o espaço de Exposições Temporárias do Museu, numa longa jornada iniciada em maio de 2025. Assumindo-se como uma mostra de risco e entrega, o artista sublinha que “a exposição que se apresenta na sua nua verdade de risco, face à apresentação de trabalhos originais que constituem a sua totalidade, realizados para serem oferecidos no espaço das Exposições Temporárias do Museu”.
Através de desenhos de grande e pequeno formato, José Paiva propõe uma reflexão sobre a temporalidade, a natureza e o mundo contemporâneo.
Sobre o que o público poderá encontrar, o artista afirma refere que aos visitantes “são oferecidos resultados diversos de tempos longos e lentos de desenho, onde se misturam preocupações políticas sobre o presente com estados emocionais, numa dádiva que pretende criar laços de afetividade e práticas sensíveis”.
Os trabalhos apresentados destacam ainda “a imprescindibilidade de se respeitar a natureza e os viventes”, numa abordagem que cruza dimensão estética, ética e política.
A ligação do artista ao Douro é profunda e continuada. “Desde a fundação do Museu do Douro que mantive ligações de colaboração, com os seus destinos e fazeres e como amigo do Museu, entre outras presenças, incluindo a facilitação da dádiva da pintora Armanda Passos, cujas obras hoje integram o acervo”.
Esta exposição constitui uma “oportunidade única” de contacto com o universo íntimo e reflexivo de José Paiva, num corpo de trabalho que convoca o tempo, o gesto e a atenção como formas de resistência e pensamento.
A exposição estará patente de 23 de março a 28 de julho, no Museu do Douro, no Peso da Régua.







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