Domingo, 3 de Julho de 2022

Exposição “Voltagem” revisita memórias da antiga cadeia

As memórias da antiga cadeia de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, vão ser revisitadas através da arte, numa exposição com abertura marcada para sexta-feira, resultado do projeto “Voltagem” da Fundação EDP.

A Câmara de Miranda do Douro transformou há pouco mais de um ano a antiga cadeia num espaço para criação cultural e artística, que vai agora expor obras realizadas para aquele espaço no âmbito do programa Arte Pública Fundação EDP.

“Voltagem” é o nome do projeto que tem espalhado criações de vários artistas por concelhos onde existem barragens da elétrica portuguesa e do qual resultou a exposição “às voltas com as memórias na antiga cadeia de Miranda”, para ver a partir de sexta-feira e até 28 de agosto.

A exposição, segundo divulgou a promotora, junta às memórias da antiga cadeia a memória das próprias intervenções dos artistas na cidade transmontana com trabalhos sonoros, imagens de vídeo ou escultura.

As intervenções foram “realizadas propositadamente para aquele espaço, num diálogo intenso com ele, tendo como princípio base o respeito pelos edifícios, princípio esse que guia todo o projeto Arte Pública Fundação EDP”, segundo a responsável.

O projeto artístico “Voltagem” está inserido no programa “Arte Pública Fundação EDP”, em parceria com a Rede Inducar, e na região de Trás-os-Montes abrange os concelhos de Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Mogadouro e Torre de Moncorvo.

O propósito da iniciativa que convida artistas a fazerem intervenções nas infraestruturas públicas relacionadas com a produção e distribuição de eletricidade “é o acesso à arte e o envolvimento da população em novas experiências culturais, bem como estimular o desenvolvimento local, através da realização de intervenções artísticas em espaço público”.

A iniciativa conta com o apoio das Câmaras Municipais locais e chega agora à antiga cadeia de Miranda da Douro, transformada, há pouco mais de um ano, num novo equipamento cultural através de um protocolo entre a autarquia e o Ministério da Justiça.

O espaço mantém as características do uso anterior, incluindo as celas, mas é atualmente uma porta aberta à arte e a novas criações, conforme o desafio lançado pelo município a artistas e associações culturais locais.

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