“Não temos uma viatura adequada para combate a fogos urbanos em aldeias” . Esta é a grande preocupação dos Bombeiros Voluntários de Cerva, quando solicitados a intervir em sinistros urbanos, onde os acessos são difíceis.
“Por vezes, há sinistros em vielas estreitas, onde é preciso actuar rapidamente e a dimensão dos nossos carros tira-nos alguma eficácia no combate aos fogos” disse, ao Nosso Jornal, o Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Cerva, Carlos Carvalho, acrescentando: “Quando se sabe que a freguesia de Cerva comporta pequenas aldeias e ruas, onde, por vezes, nem um carro passa, é preocupante, para nós, termos esta lacuna. O tempo que se pode demorar a desenrolar uma mangueira, por vezes mais de cem metros, complica o nosso trabalho”.
Com este cenário, a exigência de um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios, VLCI, é premente: “É uma ambição, um desejo já manifestado a quem de direito e continuamos na esperança de o possuir ” – sublinhou Carlos Carvalho.
O VLCI, dada a sua dimensão, é o veículo adequado para o combate a fogos urbanos cujas artérias são exíguas, na sua largura. Sublinhe-se que esta carência estende-se a outras corporações do distrito, onde é sentida a falta deste carro contra incêndios que leva consigo, em média, 500 litros de água.
Jmcardoso







