A entrada em jogo dos reguenses acabou, no entanto, por ser muito facilitada pela forma inconsequente como os fontelenses surgiram sobre o terreno de jogo. Logo aos 6’, o Régua adiantou-se no placar por intermédio de Bruno Soalheiro, numa boa jogada de ataque.
O jogo poderia agora ser reescrito noutros moldes, assim os donos da casa assentassem o seu jogo. Tal haveria de não acontecer, muito por culpa pela intranquilidade demonstrada pela equipa na forma como não pressionavam os seus adversários. Os reguenses não precisavam meter muita velocidade para controlarem o jogo e os fontelenses só de bola parada incomodaram as redes contrárias. As coisas não corriam bem aos donos da casa, e por muita insistência que houvesse, a mentalização dos atletas não sofria qualquer alteração. A lei da eficácia resolveria as coisas de outra forma, com os visitantes a ampliarem a margem, aos 38 minutos, por intermédio de Márcio, após jogada individual de Roque pela esquerda, desarmando a defensiva contrária pelo flanco, abrindo espaço a uma conclusão simples, já na pequena área. Até ao intervalo, destacamos nova situação de Márcio, isolado a rematar para fora, num lance de fora-de-jogo claro, tão escandaloso, mas não assinalado por claro atraso do auxiliar no acompanhamento da jogada.
Para a segunda metade, mexeu o banco fontelense com a entrada de Cláudio para jogar numa posição mais adiantada. Mas a principal alteração, e que podia, e deveria, ter sortido efeito imediato, foi a mudança de mentalidade dos atletas fontelenses, mais pressionantes, mais rápidos e com o desejo de procurar rectificar a má imagem deixada na primeira metade. Assim, não espantaria que Mário Rui começasse a ter trabalho, depois de 45 minutos descansados. Vasco Nuno viu o guardião reguense tornar-se na sua “besta negra” negando-lhe por duas vezes o golo. Os fontelenses estavam agora por cima do jogo, com os contrários a procurarem amainar a pressão com um período de gestão de posse de bola. No entanto, a figura de primeiro plano tornar-se-ia o árbitro da partida, deixando os fontelenses reduzidos a 10 unidades, expulsando um jogador local num lance surpreendente pelo facto de haver mostrado o cartão num lance onde o referido atleta faz uma entrada de pé em riste, não chegando a tocar no seu adversário. Prejuízo dos fontelenses que estavam por cima no jogo numa clara dualidade, ou ausência, de critérios do juiz da partida.
Apesar de reduzidos a 10 unidades, e com os reguenses apostados, agora, em fazer muito mais contenção e gestão dos ritmos de jogo, os fontelenses arriscavam tudo e David Micael obrigaria Mário Rui a nova defesa, após livre bem executado. Flávio desperdiçaria, já perto do final da partida nova ocasião flagrante após um bom cruzamento da esquerda e, com a baliza escancarada à sua frente, atirou por cima.
Num último fôlego, os reguenses mataram os ensejos fontelenses, com Márcio, em jogada individual, já na área de rigor, rematando forte e colocado para final de festa.
Os reguenses conseguem a segunda vitória consecutiva, fora de portas, às custas de fontelenses que se entregaram à sorte depois de maus 45 minutos iniciais. Apesar deste mau período, os fontelenses mereciam marcar, considerando-se, pela ineficácia e justiça de jogo, que a margem mínima, no placar final desta partida, seria um resultado muito mais simpático e correcto.
A arbitragem não esteve bem e acabou por ter influência no desfecho final, com prejuízo para os donos da casa.
Ficha Técnica
Campo: Dr. Rui Machado, Fontelas
Árbitro: Vítor Silva, de Vila Real
Auxiliares: Tiago Mota e Marco Gomes
FC FONTELAS: Zé Daniel; Hugo Ermida, David Micael, Dany e Tiago; João Borges, Bruno Gouveia (Cláudio, 46’), Flávio e Vasco Nuno; Diogo Mesquita (Chico Marmeladas, 79’) e Alex (Hugo Ferraz, 89’).
Suplentes não utilizados: Artur, Pedro, Paulo e Romeu.
Treinadores: Prof. José Carlos CoelhoCapitão: Dany
Cartões Amarelos: João Borges (12’), Vasco Nuno (57’), Flávio (60’), Dany (66’) e Chico Marmeladas (90+3’).
Cartão Vermelho: Tiago (54’, dir.).
SC RÉGUA: Mário Rui; Daniel Silva (Cristiano, 55’), Roque, Yuri e André Silva; Paiva, Pedro Plantas (João Pedro, 84’) e Zé Pedro; Bruno Soalheiro (Hugo Bareta, 61’), Márcio e Rodrigo.
Suplentes não utilizados: Hélder, Ricardo, Bruno Guedes e Leonardo.
Treinador: Paulo Ferreira
Capitão: André Silva
Cartões Amarelos: Daniel Silva (53’) e Pedro Plantas (57’).
Golos: 0-1, Bruno Soalheiro (6’); 0-2, Márcio (38’); 0-3, Márcio (86’).



