Vinte organizações de agricultores formalizaram, no dia 26, a criação da Federação Renovação Douro (FRD), uma estrutura que nasce para defender os interesses dos mais de 20 mil viticultores Região Demarcada.
“Sendo uma federação que à nascença já tem o peso que tem, queremos é claro ter todo o posicionamento a que temos direito”, sublinhou António Lencastre, explicando que a FRD foi pensada para ocupar o “vazio criado pela inação da Casa do Douro (CD) ao longo das últimas décadas”.
Através dos seus fundadores, no seu arranque a FRD já conta com “mais de 30 por cento dos produtores registados na região e mais de 50 por cento da área de produção”, explicou o mesmo responsável, revelando, no entanto, que essa representação será alargada, tendo em conta que já há “muitos mais candidatos para entrar na Federação”.
António Lencastre sublinhou que os integrantes da federação (adegas cooperativas, associações e centros de gestão de empresas agrícolas) são, “na sua maioria, organizações que trabalham para os viticultores e cooperativas que também fazem o seu dia-a-dia com os viticultores”. “Tudo gente que dá a mão aos lavradores”, defendeu.
Assumindo o objetivo de “representar a massa de viticultores durienses”, um dos caminhos que poderá ser assumido pela FRD será a apresentação de uma candidatura para assumir a CD, que, como entidade pública de inscrição obrigatória, será extinta no dia 31 de dezembro.
De recordar que, na sequência de um decreto-lei de 15 de outubro, se a CD não fizer a passagem para associação de direito privado, de forma voluntária, será aberto um concurso, ao qual se poderão candidatar as organizações interessadas.



