No fim de semana, o centro da cidade ganhou vida com a habitual Feira de São Pedro, onde não faltou o barro negro de Bisalhães, que deu origem a este evento.
Junto à Capela Nova, como manda a tradição, estavam as bancas de barro preto. Numa delas encontrámos Lídia Pires, de 89 anos, que recordou os tempos áureos da Feira de São Pedro. “Lembro-me de sermos 60 e tal oleiros a vender barro. A rua ficava cheia. Hoje, somos pouquinhos”.
Viúva de um oleiro, é o genro que vai dando continuidade à tradição e ao fabrico deste barro, que é Património da Humanidade. E apesar de nos últimos anos ter aparecido mais gente a querer aprender esta arte, Lídia Pires mostra-se receosa quanto ao futuro. “Os jovens não querem saber disto para nada, porque dá muito trabalho. O barro, como é hoje, mais tarde ou mais cedo desaparece, o que é pena”.
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