Promovida pela União de Freguesias de Montalegre e Padroso, em parceria com o município de Montalegre e a CoopBarroso, a primeira edição do festival procurou recuperar uma antiga prática associada aos trabalhos agrícolas e colocá-la em contacto com as novas gerações.
O programa arrancou com a apanha da chamada “batata do cedo”. No dia seguinte, o Parque Fernando Rodrigues transformou-se no ponto de encontro para a preparação das atoleiras, uma técnica tradicional que aproveitava os torrões retirados dos lameiros durante a abertura e limpeza dos regos de água.
João Rodrigues, um dos participantes na preparação das atoleiras, recorda que esta prática fazia parte das vivências de infância. “Antigamente, os lavradores, como não havia tanto trator, faziam os regos para levar a água ao seu caminho para regarem o lameiro”, explicou, descrevendo o processo de juntar e deixar secar os torrões antes de lhes atear fogo. Depois de reduzidos a cinza, eram colocadas as batatas novas para assar.
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