O primeiro contacto com a política surgiu em 2017, a convite do então presidente José Gomes para integrar a lista independente.
“Aceitei o convite com a condição de não ser um membro passivo, mas alguém que contribuísse com trabalho e ideias”, recorda.
Em 2021 assumiu a presidência da Mesa da Assembleia de Freguesia, cargo que desempenhou durante quatro anos. “Foram anos desafiantes. Já numa posição diferente, com responsabilidade deliberativa, mas sempre atento ao que se passava na freguesia”, sublinha.
A candidatura à junta surgiu em 2025, uma vez que José Gomes não se podia recandidatar, devido à limitação de mandatos. Apesar de nunca ter ambicionado o cargo de presidente, o apelo de várias pessoas e o forte vínculo à terra foram decisivos. “Sou um filho da terra, nascido e criado aqui. As pessoas conhecem-me desde miúdo. Foi um processo natural e não podia dizer que não à minha terra”.
Os primeiros tempos não permitiram uma adaptação tranquila. Depois dos incêndios do verão, que acompanhou de perto, João Monteiro teve outro desafio, no início deste ano, quando o país foi atingido por várias tempestades. “Foi um teste difícil, mas conseguimos evitar danos em bens maiores, como a vida humana”, afirma.
MOBILIDADE
“O que estava no nosso manifesto eleitoral é para cumprir”, garante o autarca, destacando a mobilidade como uma das grandes prioridades do mandato.
“Temos aqui a entidade mais importante de Trás-os-Montes”, afirma João Monteiro, referindo-se à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro. “Só aqui em Lordelo, onde está um dos três hospitais da ULS, trabalham cerca de 2.700 pessoas”, revela, dando conta que, segundo alguns estudos, circulam naquela zona, diariamente, cerca de 13 mil pessoas. Perante este fluxo, a junta pretende avançar com a abertura de uma nova via entre a Carreira do Tiro e a Feira do Levante.
“Temos de criar vias alternativas e novas ligações que reduzam o congestionamento e garantam soluções em caso de bloqueio da via principal”, assume.
CRESCIMENTO
Lordelo vive entre a vertente urbana, pela proximidade à cidade de Vila Real, e a vertente rural. Admitindo que a zona rural é importante para a identidade da freguesia, o autarca não esconde que apostar em “infraestruturas, em passeios e acessibilidades é essencial para que as pessoas queiram viver aqui, trabalhar aqui e sentir orgulho da sua terra”.
“Não queremos ser apenas um dormitório. Se somos vila, temos de nos afirmar como tal”, defende.
Como tal, nos últimos anos, a freguesia tem reforçado a sua oferta de serviços e equipamentos. “Temos um bom supermercado, temos farmácia, hospital, lares e um centro escolar como há poucos”, frisa, destacando, também, o centro de dia que abrirá portas em breve. “Temos apostado também no desporto, com obras no campo do Lordelo, e desde o ano passado que temos as piscinas do Alvão em funcionamento, um espaço que será, ainda, melhorado”.
E para que a vila continue a crescer, a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) é vista como decisiva para garantir a criação de novos equipamentos e habitação. “Precisamos que o PDM nos permita continuar a crescer”, sublinha.
João Monteiro destaca ainda a importância do trabalho coletivo, porque “ninguém faz nada sozinho. Eu sou o rosto, mas há uma equipa por trás, que me ajuda”.
“Queremos uma vila com identidade própria, onde se viva bem e onde todos se sintam parte de uma comunidade viva e dinâmica”, conclui, aproveitando para anunciar a abertura, brevemente, do Espaço Cidadão na sede da Junta de Freguesia.





