Em comunicado, o GD Bragança repudia “os acontecimentos vividos” e a forma como “os nossos adeptos foram recebidos e tratados”. À VTM, o presidente do clube, Paulo Afonso, fala em “falta de condições”, alegando que “os nossos adeptos foram postos ao sol, sem acesso ao bar e às casas de banho. Alguns sentiram-se mal e tivemos que disponibilizar a água que tínhamos no banco de suplentes”.
De acordo com o responsável, “os nossos adeptos ficaram misturados com os do Mirandela. Já se sabe que há muita rivalidade e não havia necessidade de isso acontecer, quando o estádio tem duas bancadas. Podiam ficar uns em cada bancada e andavam à vontade, sem confusões”.
Paulo Afonso diz que “não vamos fazer nenhuma queixa, apenas queremos alertar para que situações semelhantes não se repitam, pelo bem do futebol”, apelando “à Federação Portuguesa de Futebol, à Associação de Futebol de Bragança e às autoridades competentes que investiguem o que se passou”.
“São acontecimentos que em nada dignificam o futebol e, em particular, a região de Trás-os-Montes, conhecida pelas suas gentes e pelo bem receber”, frisa o presidente dos canarinhos.
Do lado do Mirandela, Carlos Correia não se alongou nos comentários ao comunicado do Bragança. “A PSP não queria deixar abrir o bar, mas eu pedi para abrir. Depois, com o decorrer do jogo, optou-se por fechá-lo, por questões de segurança”, explica, declarando, contudo, que “dizerem que não tiveram acesso às casas de banho é mentira”.
Por fim, o presidente dos alvinegros diz estar “tranquilo” e garante que “não vamos alimentar esta situação”.




