“É darmos prova de que nós estamos verdadeiramente envolvidos e queremos verdadeiramente ajudar, não só simplificando procedimentos, mas também contribuindo para aquilo que são os apoios, que são absolutamente essenciais, para a descarbonização, para a valorização de resíduos, criar essas condições às empresas”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, acrescentando que “temos boas empresas, temos uma autarquia envolvida, temos um Governo que vem aqui ao terreno e diz ‘vamos trabalhar em conjunto’, é isso que é preciso, é isso que nós estamos a fazer”.
A extração do granito é uma das principais atividades económicas do concelho de Vila Pouca de Aguiar, representando um volume de negócios na ordem dos 100 milhões de euros por ano.
Instado a concretizar algumas das medidas para o setor que anunciou para 2027, o secretário de Estado apontou para dois tipos de iniciativas, sendo uma delas a “simplificação administrativa”, que classificou como “muito importante”.
“Muitas vezes as empresas, os empresários e as associações vêm-nos falar que somos muito burocráticos, o Estado é muito burocrático, demora muito tempo e nós queremos simplificar este processo. Não é desresponsabilizar ou aligeirar a responsabilidade ou a exigência, não, é tornar as coisas mais claras, mais simples, mais objetivas”, referiu.
Depois, realçou medidas de apoio ao setor, algumas das quais já no terreno, como apoios à descarbonização, à eficiência energética, e à valorização dos resíduos.
Adiantou ainda que o Governo pretende, no próximo Orçamento do Estado, apresentar “medidas de apoio mais específicas para determinados setores e ajudar as empresas”.
Medidas que, frisou, “oportunamente serão divulgadas”.
“Mas é dar-lhes este sinal de que estamos a trabalhar nesse sentido e que o próximo Orçamento do Estado seja também ele um aglutinador destas medidas para que efetivamente a gente possa passar das palavras à ação”, salientou.
Por fim, João Manuel Esteves afirmou que “a utilização dos recursos naturais não é um dogma” para este Governo.
“Não é uma coisa que não se possa tocar, é uma coisa que se tem que tocar com respeito”, afirmou.




