A paralisação pretendeu demonstrar o descontentamento dos profissionais com o acordo de princípios celebrado entre o Governo e outras estruturas sindicais relativamente à revisão da tabela salarial e à valorização da carreira.
A nível nacional, a adesão situou-se entre os 85% e os 90%, de acordo com o responsável sindical, que destacou a existência de serviços com adesão total. A manutenção da atividade em algumas áreas deveu-se à necessidade de assegurar os serviços mínimos, nomeadamente nas urgências, no apoio à urgência e na assistência a doentes oncológicos.
Em causa está uma proposta que, segundo o STSS, continua sem garantir uma valorização efetiva da carreira, mantendo disparidades salariais face a outras carreiras da administração pública, sobretudo no que respeita à progressão profissional. A alteração das categorias poderá ainda provocar situações de injustiça, com ultrapassagens e inversões nas posições remuneratórias dos trabalhadores.
Uma das principais preocupações do sindicato prende-se com a perda de pontos acumulados através da avaliação de desempenho durante vários anos. Luís Dupont, presidente do STSS, recorda que estes pontos foram reconhecidos na sequência de decisões judiciais e de orientações do próprio Governo para a reconstituição das carreiras e o pagamento dos créditos salariais em dívida.
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