Domingo, 7 de Junho de 2026
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Guerra – Três pontos de vista

António Martins: soldado que participou na Primeira Guerra Mundial em duas frentes de combate

António Martins nasceu no dia 25 de fevereiro de 1893 na freguesia do Salvador, no concelho de Ribeira de Pena pelas duas da manhã. Ainda novo, tornou-se criado de serviço na Casa do Poço, localidade de Telões, em Vila Pouca de Aguiar. 

António Martins era analfabeto e, ainda solteiro, foi recrutado a 14 de maio de 1914, tendo sido no mesmo dia incorporado como soldado n.º 197 da segundo Companhia do primeiro batalhão do Regimento da Infantaria n.º 19 em Chaves. A 28 de agosto de 1914 estava pronto para ser instruído após conclusão da recruta militar. A 24 de janeiro de 1915 passou ao terceiro batalhão. A 3 de fevereiro de 1915 embarcou para a Angola e desembarcou, em Moçâmedes, a 23 do mesmo mês. Contudo, voltou à metrópole (Lisboa) em 11 de março de 1916. Desembarcou em Lisboa em 28 de março do mesmo ano. Deste modo, termina a sua primeira participação na Primeira Guerra Mundial combatendo nas designadas Campanhas Africanas.

 António Martins casou em Telões, Vila Pouca de Aguiar, com Miquelina de Aguiar e voltou a integrar o primeiro Batalhão do Regimento de Infantaria n.º 19 e como soldado nº 561 da 2ª Companhia, em março de 1917.

A 23 de março parte de Lisboa em direção à França para fazer parte do segunda Divisão Portuguesa (D.I.) do Corpo Expedicionário Português (CEP), que foi a principal força militar portuguesa que participou na frente europeia da Primeira Guerra Mundial. Desembarcou em Lisboa dia 20 de março de 1919. Assim terminou a segunda participação na Grande Guerra o que torna a vida militar deste soldado ainda mais interessante.

Recebeu medalhas como, por exemplo, a Medalha Militar de Cobre comemorativa das operações militares ao Sul de Angola nos anos 1914-1915, e a Medalha de Cobre comemorativa das operações militares a França nos anos 1917-1918. Ambas atribuídas por Decretos Governamentais.

GUERRA

A guerra é onde não há paz,

Onde inocentes perdem a vida,

Onde um homem deixa de ser rapaz,

E então a existência dos soldados é esquecida.

A guerra deixa marcas no coração,

Deixa memórias na mente,

Deixa vazia a multidão,

Deixa olhos fechados para sempre,

Deixa incompleta uma missão,

E então é impossível seguir em frente.

A guerra faz perder a esperança,

Faz perder o sentido de amar,

Faz perder a confiança,

E então desistimos de esperar.

É na guerra que o sangue aparece

Que as cicatrizes abrem,

Que a luz desvanece,

E então admiramos a coragem.

Mas porque é que tem de ser assim?

Porque é que mandam soldados para os matar?

Porque é que os mandam para o seu fim?

Porque é que lutamos mas morremos a tentar?

 

Conteúdo produzido pelo Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar


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