Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
RegiãoHá menos coelho-bravo no território transmontano

Há menos coelho-bravo no território transmontano

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Um estudo realizado pela associação Palombar, com sede em Vimioso, conclui que houve uma redução significativa de coelho-bravo no território transmontano entre 2016 e 2020 devido à Doença Hemorrágica Viral dos Coelhos (DHV).

"A redução da população de coelho-bravo na Zona de Caça Associativa (ZCA) de Santulhão, no concelho de Vimioso, no período avaliado poderá dever-se a novos surtos DHV ainda não identificados e a fatores antrópicos e condições climáticas adversas, nomeadamente falta de chuva nos últimos anos", indica o estudo.

Segundo a associação, dirigida pelo biólogo José Pereira, estes resultados revelam a importância fulcral de continuar com as ações de monitorização das populações de coelho-bravo na ZCA de Santulhão, "de forma a compreender melhor as flutuações das suas populações reprodutoras a longo prazo".

"Adicionalmente, é essencial avaliar a existência de novos surtos da nova estirpe de DHV, bem como dar continuidade às medidas de gestão do habitat para promover a recuperação e conservação desta espécie-chave dos ecossistemas ibéricos, um trabalho que continuará a ser realizado pela Palombar ao longo de 2021", destaca.

A alteração do estatuto do coelho-bravo foi realizada pela International Union for Conservation of Nature (UICN) devido ao registo de uma descida global das suas populações na ordem dos 70% nos últimos anos e à existência de populações muito fragmentadas.

O coelho-bravo é, segundo os investigadores da Palombar, uma presa-chave de várias espécies ameaçadas, quer de mamíferos, como o lince-ibérico, quer de aves, como a águia-de-Bonelli, a águia-imperial-ibérica e a águia-real, sendo que a escassez de alimento poderá afetar a cadeia alimentar destes predadores.


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