A partir daí, o projeto não parou de crescer até terem hoje um total de 200 atletas, entre formação, seniores de futebol e futsal.
No próximo ano, a ADC Constantim faz 50 anos, com Bruno Ferreira admitir que foi ali que cresceu. “O meu pai sempre jogou no Constantim, e posso dizer que nasci lá, porque os meus pais já andavam por ali na associação, no teatro. “Estou há 49 anos no Constantim, e não me vejo só como treinador, é muito difícil separar isso do diretor, sócio, adepto, dançarino, do pai, do neto, do filho. Somos quatro gerações a jogar no Constantim, o meu avô, o meu pai, eu e o meu filho Miguel”.
Bruno Ferreira revela que a requalificação do Estádio do Cruzeiro “foi mais do que um sonho, foi uma missão e um dever”. Agora, “ainda falta a cobertura da bancada e a requalificação dos balneários, e construir mais espaços para continuarmos a crescer”.
As instalações também são usadas pelo SC Braga e o Alves Roçadas. “O dinheiro ali investido é público, e não podemos estar fechados, podem utilizar. Se usarem sem estragar, a coisa resulta”.
Recentemente, o clube recebeu a certificação 2 estrelas para o futebol e futsal da Federação Portuguesa de Futebol, um reconhecimento que Bruno Ferreira considera uma mais-valia. “É o reconhecimento do trabalho das pessoas que estão no clube, como o meu irmão André, o diretor desportivo Pedro Veiga e muita gente que está envolvida neste processo”.
Numa época que já terminou, o treinador revela que esperava mais. “É uma equipa boa e tenho um balneário espetacular. São miúdos que entendem bem o que andam a fazer, muitos ainda estão em formação. Mas esta rapaziada, que anda com aquela camisola ao peito, tem de perceber que este clube merece respeito, temos de dar tudo em campo. Falta intensidade, jogamos a passo, temos de correr e saltar mais, como o fizemos no jogo com o Vidago, em que fomos perfeitos”.
Numa breve análise ao campeonato da divisão de honra, Bruno Ferreira refere que o Mesão Frio foi a equipa que mais o surpreendeu. “O Flávio já estava lá no ano passado e soube apetrechar a equipa. O Atei também esteve bem. Esta época houve várias equipas a praticar bom futebol, em que o Montalegre é o mais alegre a jogar. Todas as equipas gostavam de jogar assim e ganhar. Mas há muitas equipas boas e hoje todos os treinadores trabalham bem, apenas há diferentes orçamentos. Só quando os orçamentos forem iguais, se poderá ver quem são os melhores treinadores”.
A entrevista está disponível, na íntegra, nas páginas de Facebook e Youtube do jornal A Voz de Trás-os-Montes, no site ou em podcast, através do Spotify.

