Quinta-feira, 16 de Julho de 2026
RegiãoHelicóptero do INEM fica “definitivamente” em Macedo

Helicóptero do INEM fica “definitivamente” em Macedo

Depois de uma luta de quatro anos, o helicóptero do INEM, que iria ser deslocado para Vila Real, fica “definitivamente” em Macedo de Cavaleiros. O Ministério da Saúde fez uma proposta aos 12 autarcas do distrito de Bragança para “desistirem” das providências cautelares e em troca prometeu manter o helicóptero na cidade transmontana

Depois de uma luta de quatro anos, o helicóptero do INEM, que iria ser deslocado para Vila Real, fica “definitivamente” em Macedo de Cavaleiros. O Ministério da Saúde fez uma proposta aos 12 autarcas do distrito de Bragança para “desistirem” das providências cautelares e em troca prometeu manter o helicóptero na cidade transmontana, como nos confirmou o presidente da câmara, Duarte Moreno. “Havia a possibilidade de as duas partes em confronto, INEM e autarcas, retirarem as queixas, e assim entrarmos em acordo para manter a emergência médica no heliporto de Macedo de Cavaleiros”.

Segundo Duarte Moreno, a assinatura do protocolo entre os 12 municípios do distrito de Bragança e o Governo vai decorrer no próximo dia 28, altura em que ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, visitará Macedo de Cavaleiros.

O presidente da Câmara congratula-se com este acordo que mantém a emergência médica na região. “Os autarcas de Trás-os-Montes estão de parabéns pelo trabalho que fizeram, assim como a população que desde a primeira hora lutou para que este meio de transporte de doentes aqui ficasse”, sustentou Duarte Moreno, adiantando que “a união fez a força”. “É desta forma que teremos de vencer todas as barreiras, menos a do Marão e do túnel, porque essa já está vencida”.

Com este acordo assinado, chegará ao fim um processo que se arrasta há mais de quatro anos, desde que o INEM anunciou uma reorganização dos meios aéreos de socorro que previa a deslocalização para Vila Real do helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros. Esta decisão originou manifestações de contestação e os 12 presidentes de câmara do distrito de Bragança avançaram para tribunal com providência cautelares. O tribunal acabou por dar razão aos autarcas, que argumentavam que o Estado estava a violar os protocolos celebrados, em 2007, com o Ministério da Saúde, que reforçou a rede de emergência na região como contrapartida pelo encerramento do serviço de atendimento permanente à noite em todos os centros de saúde do Nordeste Transmontano.

Questionado sobre o facto de só agora, com o governo socialista, ter sido possível o acordo, Duarte Moreno preferiu não tecer grandes comentários, apenas afirmou que tem uma “boa relação” com os dois partidos (PS e PSD), mas, neste caso, considera “normal” este entendimento que o anterior governo optou por não fazer. “Acho que nada tem a ver com partidos políticos, foi apenas uma opção. Eu tenho o apoio de uma força política, mas o que importa realçar é que sou macedense e por Macedo faço tudo”.


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