Foi a segunda vez que Gouveia e Melo visitou Vila Real, mas desta vez já em período de campanha para as eleições presidenciais de 18 deste mês. Ainda à porta do mercado municipal, o candidato começou por cumprimentar e desejar bom ano a quem o esperava, no entanto, foi no interior do espaço que abordou a questão da desertificação e perda populacional em Trás-os-Montes.
Em conversa com clientes e vendedores, Gouveia e Melo deixou a ideia que “é preciso combater a desertificação” e “criar condições à fixação de jovens”. Foi este o ponto central na visita à capital de distrito, além de deixar claro, enquanto cumprimentava e desejava bom ano a quem ia encontrando nos corredores do mercado, que é “diferente dos outros”.
Após a visita ao mercado vila-realense, Gouveia e Melo rumou a Vila Verde, no concelho de Alijó, para a visita à centenária Feira de Reis. Nessa altura, quis “sinalizar a importância da coesão territorial”, realçando a diferença “do que se ganha no litoral e no interior”. O candidato afirmou que “não se está a combater a desertificação, mas sim a contribuir para mais”.
Gouveia e Melo recordou que existe “o risco” do interior deixar de ter acesso à imprensa escrita e que, apesar de “muitas declarações” quando este tema surgiu, nada foi ainda feito. Se for eleito presidente, o candidato garante que manterá “a pressão constante até ao problema estar resolvido. O presidente não tem poder executivo, mas exerce a magistratura da influência e é isso que faço aqui, hoje”.
Gouveia e Melo esclareceu que veio visitar a região para chamar a atenção do problema da desertificação e o envelhecimento da população, algo que considera “um problema”, sendo necessárias “políticas ativas” para inverter a situação.
Ainda perante os jornalistas, Henrique Gouveia e Melo considerou que o próximo presidente tem de dar “valor acrescentado” ao país, numa conjuntura internacional “explosiva”.





