Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
RegiãoHomem com AVC teve de mudar de ambulância

Homem com AVC teve de mudar de ambulância

Uma avaria, numa ambulância de socorro dos Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena, ocorrida, pelas 16.45 horas de Quinta-feira da semana passada, a cerca de um quilómetro da portagem de Santa Eulália, na A7, obrigou à mudança, para uma outra viatura, de um homem, de 76 anos, acometido por um Acidente Vascular Cerebral. Era a […]

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Uma avaria, numa ambulância de socorro dos Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena, ocorrida, pelas 16.45 horas de Quinta-feira da semana passada, a cerca de um quilómetro da portagem de Santa Eulália, na A7, obrigou à mudança, para uma outra viatura, de um homem, de 76 anos, acometido por um Acidente Vascular Cerebral.

Era a única e a mais nova ambulância de socorro da corporação em actividade, adquirida em 1999, cujo motor acabou por “gripar”.

O doente, Augusto Dias, usando máscara de respiração, acabou por ser mudado para uma outra ambulância, com cerca de quinze anos de existência, não adaptada para este tipo de ocorrência.

O idoso, residente na freguesia de Santo Aleixo, neste concelho, acabaria por chegar ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real entre a vida e a morte.

Segundo o Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena, “fomos solicitados, pelo INEM, porque a VMER do Hospital de Vila Real estava ocupada, numa outra ocorrência, tendo acontecido aquilo que temia, ou seja, a escassez de meios de socorro emergente e a antiguidade das nossas ambulâncias notou-se nesta situação que poderia ter tido consequências ainda mais gravosas”.

Um bombeiro da corporação garantiu que “a segunda viatura apareceu, no local da avaria, cinco minutos depois”, mas advertiu que “se a avaria ocorresse mais longe do quartel, a situação seria muito complicada”. Sublinhou, também, que “o doente foi sempre acompanhado pela socorrista da corporação, embora mostrasse instabilidade, porque retirava do rosto, várias vezes, a máscara de oxigénio”.

A ocorrência desta situação levanta acrescidas preocupações, na corporação de Bombeiros.

“Agora, ficámos sem ambulâncias de socorro. Ou seja, um concelho que tem lugares que distam mais de 50 quilómetros do Hospital de Vila Real fica sem este meio emergente”, disse José Borges que voltou a afirmar: “Não está a funcionar o Plano Nacional de Reequipamento de Viaturas”.

Ao que apurámos, no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Augusto Dias encontra-se internado e “está estabilizado”.

 

Jmcardoso


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